09/09/2015 - Obra de estádio em Confresa é depredada antes de entrega oficial

A obra de um miniestádio na cidade de Confresa, a 1.160 km de Cuiabá, tem sido depredada e sofrido com abandono antes mesmo de ser oficialmente entregue. Licitada por R$ 645 mil, segundo a Prefeitura, a construção foi abandonada pela construtora em 2013. Desde então, a estrutura – que só chegou a ser usada em eventos esportivos na parte do gramado - tem estado à mercê de vândalos e se tornado ponto de uso de drogas.

O educador físico Rafael de Souza Torres enviou ao G1 vídeos que mostram o atual estado da obra do miniestádio municipal. As imagens mostram pichações, portas danificadas ou arrancadas, poeira, azulejos destruídos, banheiros sem condições de uso, instalações hidráulicas e elétricas danificadas e toda sorte de objetos descartados em meio ao lixo acumulado. Na área do campo de futebol e da pista de atletismo, as imagens mostram a ausência total de gramado.

Autor do vídeo, Torres classifica as imagens como um exemplo de descaso com dinheiro público. Segundo ele, em 2012 a obra estava em fase de conclusão, mas jamais foi concluída ou inaugurada oficialmente. Desde então, a estrutura ficou abandonada, sem sequer um vigia para evitar a entrada de vândalos. Hoje, mendigos e usuários de droga usam a estrutura para dormir e fazer uso de entorpecentes, relata Torres.

Diante da situação, até hoje a Prefeitura não interferiu no local. Segundo a assessoria de imprensa da administração municipal, quando estava para ser concluída em 2013 a Prefeitura apontou falhas na obra, como vazamentos, infiltrações e trechos executados em desacordo com o projeto.

Além disso, faltavam ainda pagamentos de parte das medições da obra. Foi neste contexto que a empresa contratada por meio de licitação abandonou o projeto.

De acordo com a assessoria de imprensa, a Prefeitura chegou a notificar a empresa para que a obra fosse retomada, mas sem sucesso. E justamente pelo fato de a obra jamais ter sido entregue oficialmente, segundo a assessoria, a Prefeitura está impedida até hoje de interferir na estrutura do miniestádio.

Além disso, de acordo com a assessoria, a Prefeitura sequer conseguiu designar um vigia para a obra parada porque, devido a uma notificação do Ministério Público, a administração municipal foi obrigada a demitir funcionários contratados e realizar concurso público para uma série de cargos – inclusive de vigia.

 

 

Do G1 MT

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