09/11/2015 - Execução de família está ligada a morte de empresários

09/11/2015 - Execução de família está ligada a morte de empresários

Uma família foi executada na noite deste sábado (08), na comunidade conhecida como Vila 120, na rodovia MT-070, entre as cidades de Poconé e Cáceres, a 104 km ao sul da Capital. Dentre as vítimas está uma criança de apenas 5 anos. A chacina pode estar associada ao assassinato do empresário e ex-secretário de Chapada dos Guimarães Cícero Bezerra Medeiros, 59, e do fazendeiro Rodrigo Sávio Barros Botelho, 39, mortos no dia 13 de setembro deste ano, na propriedade rural instalada na mesma comunidade.

Roseimar Pereira Leite, 27, seu marido Paulo César de Moraes Filho, 25, foram assassinados dentro da própria residência que moravam. A filha do casal chegou a ser socorrida e encaminhada para uma unidade hospitalar em Cáceres, mas não resistiu e veio a óbito horas depois.

Policiais Civis estiveram no local do crime, após vizinhos denunciar barulhos de disparos de arma de fogo vindos da casa da família. O caso ainda será investigado, mas existe a hipótese de que Paulo César atendia alguém que o chamava à porta de sua residência, quando foi surpreendido pelos tiros. A mulher e a filha de Paulo teriam tentado se esconder embaixo da cama, onde foram encontradas.

Paulo César de Moraes Filho é um dos suspeitos de integrar uma quadrilha de roubo de gado em Poconé e participado do duplo homicídio. A morte dos fazendeiros seria uma retaliação após Cícero ter denunciado o bando à polícia.

Os corpos do casal foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) em Cuiabá, enquanto o da criança será examinado pelo instituto em Cáceres. Nenhum suspeito foi preso até a manhã deste domingo (08). 

Duplo homicídio

No dia 30 de setembro, a Polícia Militar prendeu Paulo e mais um comparsa, que foi denunciado por Paulo como o líder da quadrilha. Na ocasião, Paulo foi autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido e encaminhado para o Centro de Ressocialização de Várzea Grande. 

Em menos de um mês, no dia 2 de outubro, Paulo ganhou liberdade depois de o juiz da 5ª Vara Criminal, Luís Augusto Veras Gadelha, ter concedido liberdade provisória - com medidas restritiva - ao acusado. 

 

 

Priscilla Silva, repórter do GD
 

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