09/11/2015 - Forças de segurança concentram-se em área de garimpo de Pontes e Lacerda; mil pessoas ainda insistem em exploração

09/11/2015 - Forças de segurança concentram-se em área de garimpo de Pontes e Lacerda; mil pessoas ainda insistem em exploração

Pelo menos mil pessoas ainda permanecem na exploração de ouro na Serra do Caldeirão, na região de Pontes e Lacerda (442 km de Cuiabá), que há cerca de dois meses ganhou notoriedade  nacional considerando a quantidade de minério extraída da região. No 'pico' da exploração (em setembro) a estimativa é de que sete mil pessoas atuavam ali.

Na data de hoje, 8,  as forças de segurança que encontram-se na região realizaram um ato informativo a população e preparam-se para dar início – possivelmente nesta semana – ao cumprimento de ordem judicial federal para a retirada e apreensão de maquinário daqueles que insistem na exploração irregular.
 
“Fizeram uma demonstração nesta manhã e eu contei 39 viaturas, das Polícias Federal, Militar e Civil. É interessante que as equipes  trabalhem com essa metodologia para demonstrar o aparato que será empregado”, explica o vereador Ivanildo Amaral (PSD). Segundo o vereador, as forças de segurança  informaram  que no dia dez de novembro será encerrado o prazo para saída do local, sem prisões ou apreensões de maquinário.
 
Na semana passada, uma operação integrada foi desencadeada para levar à prisão dez pessoas, dentre elas policiais que estão diretamente envolvidos, na retirada do minério da área. Quatro investigadores da Polícia Civil e um oficial da Polícia Militar, foram alvos. 

Ordem 

A  Justiça Federal,provocada pelo Ministério Público Federal (MPF), reconheceu a ilegalidade da extração de minério do local, já que não existe autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). A ordem (por meio de liminar) foi emitida pelo juiz federal Francisco Antônio de Moura Junior, da 1ª Vara da Subseção de Cáceres na data de 16 de outubro. O magistrado considerou necessária a aplicação da medida para "evitar o prolongamento dos danos ambientais, cessar a atividade ilegal perpetrada, e, principalmente, retomar a segurança local e regional". 

Da Redação - Patrícia Neves

 

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