09/12/2014 - Programa “São Félix Em Foco”: Coordenadora De Atenção À Saúde Alerta Sobre Aids, Dengue E “Chikungunya”

09/12/2014 - Programa “São Félix Em Foco”: Coordenadora De Atenção À Saúde Alerta Sobre Aids, Dengue E “Chikungunya”

Em entrevista ao programa da FM Araguaia, “São Félix em Foco”, dirigido por Itael Silva, cuja criação é do Departamento de Comunicação da Prefeitura, a Coordenadora de Atenção à Saúde, Crisley Suzane Rodrigues Araújo versou sobre HIV/AIDS, Dengue e uma nova moléstia denominada Chikungunya.

A princípio a coordenadora iniciou sua fala alertando sobre os perigos da AIDS, que ainda assustam o mundo. “O vírus da imunodeficiência humana (HIV). A infecção provoca uma deterioração progressiva do sistema imune, levando a "deficiência imune". Considera-se que o sistema imunitário é deficiente quando já não pode desempenhar a sua função de combater infecções e doenças”, caracterizou a coordenadora.

“A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é um termo definido pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos da América e do Centro Europeu para a Vigilância Epidemiológica da Sida (EuroHIV).A AIDS termo se aplica para as fases mais avançadas de infecção por HIV e é definida pela presença de um de mais de 20 infecções oportunistas ou relacionadas com o HIV cancros”, narrou com detalhes.

Em seguida, Crisley Suzane explanou sobre como o HIV é transmitido: “Épelo ato sexual com uma pessoa infectada, transfusão de sangue contaminado ou compartilhamento de agulhas, seringas ou outros instrumentos cortantes. Ela pode ser transmitida de mãe para filho durante a gravidez, parto e lactação.”

Quanto às formas de redução dos riscos de transmissão, a coordenadora expôs:

“- O uso de preservativos masculinos ou femininos de forma correta, todas as vezes que tiver relações sexuais;

- Manter relacionamentos fiéis com um parceiro não infectado igualmente fiel e sem outros comportamentos de risco.”

Outro fator que ela considerou relevante foi que os preservativos masculinos e femininos são os únicos produtos de qualidade disponíveis hoje que oferecem proteção contra doenças sexualmente transmissíveis, envolvendo HIV. Quando usados corretamente em cada ato sexual, são um método comprovado para prevenir a infecção pelo HIV tanto em homens como em mulheres.

Crisley Suzane detalhou ainda: “O conhecimento do estado HIV pode ter dois benefícios relevantes:

- Se você descobrir quem é HIV positivo pode tomar medidas para acesso aos cuidados, tratamento e apoio antes que os sintomas aparecem, o que pode prolongar a vida por muitos anos.

Se você sabe que está infectado, você pode tomar precauções para evitar a transmissão do HIV para outras pessoas”.

Para finalizar o assunto sobre HIV/AIDS, a coordenadora não economizou palavras para dizer: “Não existe cura para a AIDS ainda, mas a contínua observância do medicamento usado para tratamento pode retardar a progressão da infecção para quase parar. Há crescente número de pacientes infectados pelo HIV que se mantêm bem e ativo por longos períodos de tempo, mesmo em países de baixa renda.”

DENGUE: Velho tema novo:

Em sua explanação sobre a Dengue, Crisley Suzane afirmou que a transmissão se faz pela picada dos mosquitos Aedes aegypti, no ciclo ser humano. O período de incubação no ser humano varia de 4 a 10 dias, sendo em média de 5 a 6 dias. Após este período surgem os sintomas da doença. “A infecção por dengue pode ou não apresentar sintomas específicos da doença, com ou sem hemorragia, podendo evoluir para o óbito. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C) de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e prurido cutâneo. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Nessa fase febril inicial da doença pode ser difícil diferenciá-la de outras doenças febris, por isso uma prova do laço positiva aumenta a probabilidade de dengue.” 

A coordenadora caracterizou também que “No período de diminuição ou desaparecimento da febre, geralmente entre o 3º e 7º dia da doença alguns casos irão evoluir para a recuperação e cura da doença, porém outros podem apresentar sinais de alarme, evoluindo para forma graves da doença. A forma grave da doença inclui:

- Dor abdominal intensa e contínua, ou dor a palpação do abdômen;

- Vômitos persistentes;

- Acumulação de líquidos (ascites, derrame pleural, pericárdico);

- Sangramento de mucosas;

- Letargia ou irritabilidade;

- Hipotensão postural (Lipotímia);

- Hepatomegalia maior do que 2 cm;

- Aumento progressivo do hematócrito.

“O que fazer se estiver com os sintomas de dengue?”, foi a indagação feita à coordenadora em seguida, pelo apresentador do programa.

A profissional respondeu: “Procurar o serviço de saúde mais próximo, fazer repouso e ingerir bastante líquido, pode ser água, sucos, soro caseiro ou água de coco. Retornar ao serviço de saúde para ser reavaliado. Na presença de sinais de alarme procurar imediatamente atendimento em unidade hospitalar. Não existem medicamentos específicos para combater o vírus ou prevenir que a pessoa adoeça. Toda pessoa com suspeita de dengue deve procurar um serviço de saúde. Não existem medidas de controle específicas direcionadas ao homem, uma vez que não se dispõe de nenhuma vacina ou drogas antivirais. Assim, o controle está centrado na redução da densidade vetorial, como por exemplo, mantendo o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros.”

Como denunciar os focos do mosquito? Indagou o apresentador Itael Silva.

“As ações de controle da dengue ocorrem principalmente na esfera municipal, através dos Agentes de Combate as Endemias na Vigilância Ambiental. Quando o foco do mosquito é detectado, e não pode ser eliminado pelos moradores de um determinado local, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada, podendo ligar para o telefone (66) 3522-1056 para fazer a denuncia ou procurar a Vigilância Ambiental na antiga Vaca Mecânica, ou ligar para a Vigilância Sanitária no mesmo telefone”, esclareceu e finalizou a coordenadora de Atenção à Saúde.

 

UMA DESAGRADÁVEL NOVIDADE: FEBRE CHIKUNGUNYA:

A febre chikungunya, afirmou Crisley Suzane, é uma doença viral parecida com a Dengue, transmitida por um mosquito comum em algumas regiões da África. Nos últimos anos, inúmeros casos da doença foram registrados em países da Ásia e da Europa. Recentemente, o vírus CHIKV foi identificado em ilhas do Caribe e na Guiana Francesa, país latino-americano que faz fronteira com o estado do Amapá.

“O certo é que o chikungunya está migrando e chegou às Américas. No Brasil, a preocupação é que o Aedes aegypti e o Aedes albopictus, mosquitos transmissores da dengue e da febre amarela, têm todas as condições de espalhar esse novo vírus pelo País. Seu ciclo de transmissão é mais rápido do que o da dengue. Em no máximo sete dias a contar do momento em que foi infectado, o mosquito começa a transmitir o chikungunya para uma população que não possui anticorpos contra ele. Por isso, o objetivo é estar atento para bloquear a transmissão tão logo apareçam os primeiros casos.”

Sobre os sintomas, a coordenadora esclareceu: “Embora os vírus da febre chikungunya e os da dengue tenham características distintas, os sintomas das duas doenças são semelhantes. Na fase aguda da chikungunya, a febre é alta, aparece de repente e vem acompanhada de dor de cabeça, mialgia (dor muscular), exantema (erupção na pele), conjuntivite e dor nas articulações (poliartrite). Esse é o sintoma mais característico da enfermidade: dor forte nas articulações, tão forte que chega a impedir os movimentos e pode perdurar por meses depois que a febre vai embora. Por esse motivo dizemos que a FEBRE CHIKUNGUNYA tem uma morbidade maior, ou seja, a pessoa fica mais tempo doente”.

Discorrendo sobre Diagnóstico, Tratamento e Prevenção, Crisley Suzane afirmou:

“O diagnóstico depende de uma avaliação clínica cuidadosa e do resultado de alguns exames laboratoriais. As amostras de sangue para análises deem ser enviadas para os laboratórios de referência nacional. Casos suspeitos de infecção pelo CHIKV deem ser notificados em até 24 horas para os órgãos oficiais dos serviços de saúde. Quanto ao tratamento: na fase aguda, o tratamento contra a febre chikungunya é sintomático. Analgésicos e antitérmicos são indicados para aliviar os sintomas. Manter o doente bem hidratado é medida essencial para a recuperação. Quando a febre desaparece, mas a dor nas articulações persiste, podem ser introduzidos medicamentos anti-inflamatórios e fisioterapia. E quanto a prevenção: não existe vacina contra a febre chikungunya. Na verdade, a prevenção consiste em adotar medidas simples no próprio domicílio e arredores, que ajudem a combater a proliferação do mosquito transmissor da doença.”

Para finalizar a entrevista, a coordenadora fez uma observação importante:

“No Brasil já temos no Estado do AMAPA, BAHIA e MINAS GERAIS, NO MATO GROSSO AINDA NÃO HÁ REGISTRO, mas temos que estar em alerta. Com a Copa do Mundo e de outros eventos no país, favoreceu a vinda de turistas provenientes de ares infectadas pelo chikungunya. Segundos dados fornecidos pelo Ministério da Saúde, nossos serviços de saúde e de vigilância sanitária estão atentos. Os casos confirmados no Brasil foram notificados para a Organização Mundial de Saúde (OMS). Na mesma linha de conduta, médicos, laboratórios e as secretarias municipais de saúde estão recebendo orientação sob a melhor forma de agir diante da nova doença”.

 

Fotos: Sergildo Ribeiro Gonzaga

Redação/Fonte: Secretaria Municipal de Saúde de São Félix do Araguaia, com a colaboração do Departamento de Comunicação da PMSFA.

 

Comentários

Data: 11/12/2014

De: eu

Assunto: kkkkk

só falta falar da falta de medicamentos que a reclamação esta grande. sera que tem coragem. kkkkkkkkkkkkkkk

Data: 10/12/2014

De: xavante

Assunto: rsrsr

tem que ta lendo não sabe de nada so tem inguinorancia..

Data: 10/12/2014

De: kkkk

Assunto: Re:rsrsr

adorei o "inguinorancia" kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
você certamente sabe muito, né? kkkkkkkkkkkkk

Data: 11/12/2014

De: xavante

Assunto: Re:Re:rsrsr

posso não saber minha filha mas a mesma formação eu tenho. acontece que não somos medicas pra dar este tipo de informação, e indicação nos bota como coordenadora mesmo não tendo a dita formação.

Data: 11/12/2014

De: kkkk

Assunto: Re:Re:Re:rsrsr

Santa "inguinorância"! Quem disse que para ocupar o cargo que a Sra. Crisley ocupa necessita de diploma de medicina? Quanto as informações que ela deu, também não necessita de diploma de médico, nem de enfermeiro, para falar sobre isso. Ela é capaz, e como eu já mencionei, sabe do que está falando. Aliás, hoje em dia qualquer pessoa alfabetizada e que tenha acesso ao google pode discorrer sobre a maioria dos assuntos. Inclusive esse. Mas como eu falei, não basta saber ler e escrever, tem que ser, de fato, alfabetizada. Entende isso?

Data: 11/12/2014

De: kkkk

Assunto: Re:Re:Re:rsrsr

Santa "inguinorância"! Quem disse que para ocupar o cargo que a Sra. Crisley ocupa necessita de diploma de medicina? Quanto as informações que ela deu, também não necessita de diploma de médico, nem de enfermeiro, para falar sobre isso. Ela é capaz, sabe do que está falando. Aliás, hoje em dia qualquer pessoa alfabetizada e que tenha acesso ao google pode discorrer sobre a maioria dos assuntos. Inclusive esse. Mas como eu falei, não basta saber ler e escrever, tem que ser, de fato, alfabetizada. Entende isso?

Data: 10/12/2014

De: eu

Assunto: kkkkk

quem ver cara não ver coração

Data: 09/12/2014

De: PAULO MATOS

Assunto: DONA CRISLEY

NAO DESMERECENDO AS DEMAIS,MAS É A MAIS QUALIFICADA.

Data: 09/12/2014

De: povão

Assunto: Re:DONA CRISLEY

Porque não deixar uma enfermeira padrão falar sobre o assunto.

Data: 10/12/2014

De:

Assunto: Re:Re:DONA CRISLEY

Se a pessoa tenta falar de um assunto importante como esse reclama, se não fala reclama, esta difícil trabalhar neste município.
Parabéns Crisley

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