10/02/2014 - Médicos confirmam a morte cerebral do cinegrafista da TV Bandeirantes

O cinegrafista da Band Santiago Andrade, que foi atingido por um rojão durante uma manifestação no Rio de Janeiro, teve a morte cerebral confirmada na manhã desta segunda-feira, dia 10, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Assim que deu entrada no hospital na quinta-feira, Santiago passou por uma cirurgia de quatro horas. Na operação, dois drenos foram introduzidos para amenizar a pressão no cérebro. Em seguida, o cinegrafista entrou em coma induzido, foi sedado e passou a respirar por aparelhos. Na explosão, Santiago teve um afundamento craniano e perdeu parte da orelha esquerda. Confira abaixo a nota oficial da Secretaria Municipal de Saúde: 

 

"A Secretaria Municipal de Saúde lamenta informar a morte encefálica do paciente Santiago Ilídio Andrade, diagnosticada nesta segunda-feira (10) pela equipe de neurocirurgia do Hospital Municipal Souza Aguiar, onde ele está internado no Centro de Terapia Intensiva desde a noite de quinta-feira. 

 

A pedido da família, a SMS torna público o agradecimento a todos os que torceram pelo seu restabelecimento e que, num ato de solidariedade, atenderam ao chamado para doar sangue ao Hemorio." Carreira Carioca de 49 anos, nascido no dia 5 de setembro, Santiago Andrade se destacou no jornalismo falando justamente sobre as dificuldades enfrentadas pelos passageiros do transporte público do Rio de Janeiro. Junto com o repórter Alexandre Tortoriello, ganhou duas vezes, em 2010 e em 2012, o Prêmio Mobilidade Urbana. 

 

Participou de coberturas de tragédias, eventos esportivos, a guerra contra o tráfico de drogas nos morros cariocas. Em 2013, fez o curso de jornalistas em áreas de conflito, onde recebeu um treinamento para enfrentar situações como a da última quinta-feira, dia 6. Relembre os momentos marcantes da carreira de Santiago Conflito O cinegrafista Santiago Andrade foi atingido por um rojão na última quinta-feira, dia 6, quando registrava uma manifestação popular de protesto contra o aumento da passagem de ônibus na Central do Brasil, no Rio de Janeiro.

 

A confusão começou quando os PMs tentaram impedir que black blocs pulassem as catracas, ainda no começo da noite. Devido às depredações, os acessos ao Palácio Duque de Caxias e ao Campo de Santana da estação do metrô na Central chegaram a ser fechados. O Batalhão de Choque foi acionado e usou bombas de efeito moral para controlar a situação.

 

No sábado, dia 8, o tatuador Fabio Raposo admitiu ter entregado o rojão ao criminoso que atingiu a cabeça do cinegrafista. No entanto, afirmou que não conhecia o autor do disparo. No dia seguinte, o suspeito foi preso e voltou atrás, aceitando a delação premiada. Seu advogado deu entrevista nesta segunda-feira, dia 10, informando que sabe o nome do suspeito de acender o rojão. 

 

Da Redação | noticias@band.com.br

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