10/02/2016 - Cuiabá Arsenal se consagra campeão da LBFA

10/02/2016 - Cuiabá Arsenal se consagra campeão da LBFA

 O Cuiabá Arsenal venceu o Coritiba Crocodiles com placar de 49 a 21 e se tornou campeão da Liga Brasileira de Futebol Americano (LBFA), no dia 18 de dezembro de 2010, no Estádio Municipal Hermínio Espósito, em Embu das Artes (SP). O ápice da história do clube até 2010. E esse será o 2º episódio desta série comemorativa, intitulada Viagem no Tempo, escrita em função do aniversário de dez anos da Associação Atlética Cuiabá Arsenal (AACA).

Nova Era

 

De 2006 até 2008, os treinos, amistosos e jogos válidos por torneios foram todos realizados sem equipamento completo. O que se convencionou chamar de Era Half Pads. Por não usarem capacetes, ombreiras, protetores de coxa, quadril, cóccix, joelhos e costelas, nem chuteiras e luvas apropriadas para a especificidade. E as vezes era difícil adquirir até mesmo a bola oval. E, mesmo assim, fez-se 20 jogos com 15 vitórias, 471 pontos marcados e 202 sofridos.

 

Em 2009, deu-se início no país ao que se pode chamar de “corrida Full Pads”. Os times todos já se mobilizavam nessa busca desde 2007, mas em função do 1º campeonato de âmbito nacional em 2009, houve uma acelerada nessa procura. Foi de 2009 em diante que o Arsenal só jogou full pads. E com o conjunto de apetrechos completo tudo ficou mais voraz. Os jogos tinham mais segurança, velocidade, força e muito impacto. Lances que eram ariscados sem proteção passaram a ser vistos dentro de campo. Um show de imagens de tirar o fôlego.

 

Um dos atletas fundadores da AACA, Virgílio Sousa Oliveira, o Pequeno Virgi, um administrador de empresas de atuais 30 anos, um Running Back e também Linebacker, que jogou de 2006 até 2011, e pegou essa fase, acredita que a aquisição dos equipamentos foi uma grande conquista do Arsenal. Segundo ele, duas das principais vantagens foram a segurança e a aproximação com a realidade praticada no futebol americano da National Football League (NFL).

 

“Sem dúvida foi uma conquista significativa. Fomos um dos primeiros times a se equipar. Nós puxamos a fila. Sempre quisemos jogar com capacetes e shoulders. Foi legal quando foram adquiridos. Perdemos um pouco em mobilidade e ficou mais difícil de enfrentar o calor, mas ganhamos em proteção. E o jogo ficou mais físico. Mais próximo do que assistíamos na TV. Eu mesmo nunca tive lesão séria. Mesmo jogando em posições com muito contato”, disse Virgi.

 

Bowls

 

O clube empreendeu e conquistou a 3ª edição do Pantanal Bowl em junho de 2009, no Estádio Presidente Eurico Gaspar Dutra, em CBA. O Arsenal começou com vitória sobre o Tubarões do Cerrado (25-12), depois venceu o São Paulo Bandeirantes (30-6) e sofreu uma derrota para o Coritiba Crocodiles (18-20). Mas o Crocodiles também havia perdido uma partida. O que fez com que os donos da casa ficassem com o título por critérios de desempate. O 4º título do Arsenal.

 

Logo depois veio a 3ª edição do Capital Bowl, em setembro de 2009, em Brasília (DF). Ganharam do Tubarões do Cerrado (20-16), perderam para o Cidade Nova Cavaliers (6-16) e venceram o Sorocaba Vipers (21-0). O Cavaliers levou o título para Manaus (AM). E o Arsenal avançava na rivalidade histórica contra Tubarões, com o total de 5 vitórias e duas derrotas desde 2006 (5-2). 

 

Torneio Touchdown

 

Ainda em 2009 ocorreu o 1º campeonato brasileiro da história do futebol americano no Brasil, chamado de Torneio Touchdown, e o Arsenal foi um dos oito participantes. O primeiro confronto havia sido a partida que ocorrida pelo Capital Bowl III contra o Tubarões do Cerrado, ela teve valor dobrado, pois também valia pelo brasileiro. Uma vitória dupla (2 em 1). E depois enfrentaram de novo o Tubarões, mas em casa e venceram por 30 a 0 (rivalidade 6-2).

 

Com as duas vitórias em cima dos ‘Lambaris’ do Cerrado, o Arsenal foi direto para a semifinal do Torneio Touchdown. Pegou o São Paulo Storm num dia chuvoso e em campo lamacento. Em que o jogo começou de dia e terminou de noite. E alguns dos atletas tinham dificuldade até para parar em pé. Estavam com chuteiras inadequadas para campo encharcado. Era escorregão para todo lado. E o Storm venceu na 2ª prorrogação por um ponto de diferença (27-28).

 

Sente o drama. O Storm abriu o placar com touchdown e extra point (0-7). Na sequência o time ofensivo do Arsenal é parado. Sem embolsar jardas o ataque sai de campo. Sobra para a defesa, e o linebacker Ludiney Corrêa recupera um fumble, corre para TD e só para na End Zone. O kicker Raulin Leal acerta a XP (7-7). Os paulistas reagem (7-13). E em seguida o fullback Tiago Barbosa marca dois TDs de corrida. E o Arsenal erra uma XP e converte outra com passe (21-13).

 

Nessa altura do embate era noite, chovia ainda mais, o campo tinha enormes poças d’agua e a grama havia dado lugar ao barro. Igual filmes de Hollywood. A partida se encaminhava para o fim com Arsenal na frente, mas Storm surpreende. Faz touchdown e converte dois pontos na XP (21-21). Empata nos últimos segundos. Então as equipes vão para a 1ª prorrogação, que termina zero a zero. E na 2ª prorrogação o Arsenal pontua com corrida do Tiagão. Só que erram a XP (27-21). E o Storm aproveita. Faz TD e fatura o ponto extra (27-28). Paulistas na final.

 

O São Paulo Storm foi para a final com o Fluminense Imperadores. E os cariocas se consagraram campeões brasileiros. Em terceiro ficou o Coritiba Crocodiles e em quarto o Cuiabá Arsenal. O jogo do Arsenal contra o Storm, na semifinal do Touchdown, foi uma das batalhas mais épicas da história do clube. Comparável com a vitória contra o Fluminense Imperadores na semifinal da LBFA do ano seguinte. Resultado que levou ao 1º título brasileiro do clube.

 

Campeão Brasileiro

 

O 1º título nacional do Arsenal foi no campeonato da Liga Brasileira de Futebol Americano (LBFA), ocorrido de agosto a dezembro de 2010, em estádios por todo país. O start foi contra o tradicional rival Tubarões do Cerrado, em 15 de agosto, na cidade de Chapada dos Guimarães (MT). E os cuiabanos venceram por 20 a zero. E depois encararam o Corinthians Steamrollers, em 28 de agosto, na Taboão da Serra (SP). E o Arsenal ganhou por 26 a 22. Um bom começo!  

 

Em seguida foi a vez do Fluminense Imperadores. Na época um dos times mais temidos do Brasil, que havia sido campeão brasileiro no ano anterior (2009). Era o time a ser batido e o grande obstáculo na conquista do título. E o Arsenal sofreu uma derrota no 1º confronto (13-14), a diferença de um extra point, em 7 de setembro, na Chapada dos Guimarães. Daí Arsenal vai para Salto do Pirapora (SP), em 25 de setembro, contra o Sorocaba Vipers e vence por 39 a 8.

 

Na sequência, Arsenal pega Corinthians, no estádio Dutrinha, em Cuiabá, perde por 41 a 42. Vai para um 2º jogo contra o Tubarões e perde por 3 a 6, em Brasília. E segue para o 3º confronto contra o Steamrollers, em Ribeirão Prato (SP). Neste vence por 37 a 22. E avança para a semifinal contra o favorito ao título, o Imperadores e ganha de 17 a 14. Quem esteve lá lembra até hoje do som de um field goal dos cariocas, literalmente no último segundo, acertando o travessão. O que teria levado a partida para a prorrogação. Até aqui foram 8 jogos e 5 vitórias.

 

Na final do brasileiro da LBFA, um passo do título nacional, o Cuiabá Arsenal enfrenta o Coritiba Crocodiles, em 18 de dezembro, em Embu das Artes (SP). Onde consegue executar a melhor performance em toda a competição, vencendo com placar de 49 a 21. Momento em que marca o nome na história da modalidade. E que também faz nascer um novo rival, o Crocodiles. E fecha o ciclo de duelos contra o antigo rival, Tubarões do Cerrado em 7 a 3.

 

 

 

Da redação / Junior Martins 

 

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