10/03/2012 - Cabo da PM é preso com medicamento abortivo em Ribeirão Cascalheira

 

Um cabo da Polícia Militar foi preso pelo crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais previsto no artigo. 273, § 1º-B, V e VI, do Código Penal, adquirido com o objetivo de provocar aborto.  A prisão de José Luiz Bezerra Braga, 45, foi efetuada na última quarta-feira (07.03), em Ribeirão Cascalheira (900 km a Leste), por policiais da Delegacia da Polícia Judiciária Civil.
 
A prisão do cabo Braga ocorreu após informações da Polícia Federal, enviadas a Polícia Civil, referente a entrega de um envelope lacrado contendo um conhecido medicamento abortivo. O remédio, transportado por uma empresa de ônibus, seria entregue no guichê da estação rodoviária de Ribeirão Cascalheira, que seria retirado pelo policial militar.
 
Com o recebimento da informação, o delegado Marcos Leão e sua equipe de investigadores e escrivães passaram a monitorar a chegada do “pacote”, a fim de realizar a detenção do militar.  Assim, por volta de 14 horas, quando o suspeito, que se encontrava fardado, numa viatura policial e em serviço, retirou o medicamento do guichê da empresa de ônibus, foi abordado e conduzido à Delegacia Municipal.
 
Na presença de testemunhas, servidores civis e militares, o cabo Braga confessou que havia adquirido o remédio para utilizá-lo numa mulher que ele tinha engravidado, mas não declinou seu nome. O policial disse ainda que era a segunda vez que adquiria o mesmo medicamento, porém o aborto não deu certo e foi necessário comprar novamente o medicamento. Tentativa, porém, frustrada pela ação policial.
 
Em interrogatório, o cabo Braga alegou desconhecimento acerca do conteúdo do envelope e sua destinação. Negou, inclusive, que houvesse o envolvimento de uma mulher. “Dessa forma, a Polícia Judiciária Civil ainda continua o trabalho investigatório para descobrir a identidade da mulher”, disse o delegado Marcos Leão
 
O cabo encontra-se recolhido no 16º Batalhão de Polícia Militar em Água Boa.
 
Participaram dos trabalhos investigativos os policiais civis Marconi, João Maria, Márcia, Pedro Filho e Leusa.
 
Assessoria/PJC-MT

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