10/04/2014 - Eraí descarta Câmara e Senado e diz que só será vice de Taques com apoio de PR de Maggi

O empresário Eraí Maggi (PP) descartou qualquer possibilidade de sair candidato a deputado federal ou senador nas eleições de outubro. Segundo ele, só existe uma alternativa de sair candidato a algum cargo eletivo e esta mudança depende de uma aproximação do PR ao PDT e ao arco de alianças (formado hoje por PSDB, DEM, PSB) em torno de Pedro Taques.

“Se o PR vier, serei o candidato a vice-governador do Pedro Taques. Mas eu gostaria que estivesse o Blairo (Maggi) junto, o PR junto. Eu não gostaria de sair sozinho. Se o PR não vier, dificilmente eu sairei candidato a vice”, adiantou em entrevista exclusiva ao Olhar Direto.

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Eraí ainda crê que o PR comandado por Wellington Fagundes possa se desvincular da aliança com o governador Silval Barbosa e mudar de lado. Questionado pela reportagem se o PR seria capaz de proporcionar uma reviravolta na política, Eraí disse que a política tudo é possível.

“Tem estado que tem PSDB com PT no mesmo palanque. A lei deixa. Política é como vento. Não se trata de o PR virar oposição. Estamos falando de um projeto político. E se no decorrer da caminhada o PR entender que deve apoiar Pedro Taques, tenho certeza que vai fazer”, observou.

Eraí esteve em Brasília nesta semana após participar com o ministro Neri Geller de uma agenda no estado de São Paulo. Aproveitou a passagem pela capital federal para ir ao Dnit, onde fez um apelo para que seja destravada a questão da BR 242 e da BR 158.

O empresário também monitora junto à Anvisa a liberação de defensivos químicos, assunto este debatido com o ministro Neri. E, depois de ter cumprido compromissos dignos de um parlamentar federal, desabafou.

“Parlamento não é pra mim. Ser deputado ou senador não me apetece. São tantos assunto que se ficam oxigenando, tentando fazer andar processos”, concluiu.

Apesar das intenções e de conversas preliminares, quem convencer o empresário da soja a fazer uma aliança estaria conseguindo o apoio de um dos líderes com maior capital político do Estado, além de grande influência no PR, facilitando uma aliança com essa sigla, uma das mais estruturadas do Mato Grosso.

 

 

Vinícius Tavares

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