10/04/2015 - "Acabou a desculpa e discurso não enche barriga", diz Janaína para Taques

Passados os 100 primeiros dias da atual gestão, o governador Pedro Taques (PDT) deverá receber um volume maior de cobrança por parte dos deputados estaduais e da população de modo geral. Essa é a previsão da deputada estadual Janaina Riva (PSD), ao avaliar o início da atual gestão.

 

“As pessoas que votaram no Pedro Taques tinham a perspectiva de que um dia após a eleição muita coisa já teria acontecido no Estado. Foi pedido 100 dias e eles foram concedidos. Agora, eles estão esperando que aconteça o que já era para ter acontecido no 1º dia de mandato”, avaliou.

 

A deputada considerou a “trégua” dada pela classe política como justa e natural pelo fato do governador ser oposição a gestão anterior, de Silval Barbosa (PMDB). Porém, a deputada entende que já é possível concretizar ações em prol da população do Estado. “Não tem mais desculpa e, inclusive, tem um caixa bem gordo”, completou.

 

Agora, com o prazo vencendo nesta semana, a social democrata espera que as ações prometidas na campanha sejam efetivadas. “Discurso é muito bom, mas ele não enche barriga. Discurso não traz educação e não melhora a saúde”, assinalou. 

 

Para Janaina, este início de gestão mostrou algumas características. Segundo ela, a falta de traquejo político por parte do secretariado e do próprio governador podem ser prejudiciais a gestão. “Tem muito deputado descontente com atendimento de várias secretarias, com comportamento de secretários, com dificuldade de falar ao telefone, com dificuldade de ser recebido. Então, nós já temos aí um demonstrativo do que vai ser o Governo”, colocou.

 

Segundo a social democrata, o secretariado tem características semelhantes a de Pedro Taques. “Governador tem um perfil jurídico, um perfil impositivo. Então já dá para se ter esse parâmetro olhando para o secretariado dele”, colocou. 

 

A filha do ex-deputado José Riva, que está preso, afirmou que o Governo terá de ouvir a classe política e o clamor da população para resolver os problemas do Estado. Ela citou que um dos grandes gargalos é a questão logística do Estado, com rodovias sem condições de trafegabilidade. “Estamos falando de um Mato Grosso que é muito mais que Cuiabá e Várzea Grande. Estamos falando de um Estado complexo, com 141 municípios e que tem dificuldade grande na logística”, destacou. 

 

 
Da Redação

 

 

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