10/04/2015 - Empresa de radar desmente prefeito de Barra e cobra dívida de R$ 759 mil

O vereador Júlio César (PSDB) contestará no Ministério Público Estadual (MPE) a retirada dos quatro radares das ruas de Barra do Garças. Segundo ele, a Prefeitura omitiu dívida de R$ 759 mil com a empresa NDC Tecnologia e Informática, responsável pela operação do sistema e que motivou a retirada dos equipamentos.

 

De acordo com o parlamentar, a Prefeitura de Barra do Garças mentiu à população ao justificar a não renovação de um convênio de cooperação com o Detran-MT para a remoção dos radares. O convênio diz que o documento está em vigor e com validade por 60 meses e não venceu agora como foi informado.

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“Desde a ativação dos radares, no ano passado, a empresa não recebeu nenhum centavo sequer. As multas foram arrecadadas, sem, contudo, cumprir o contrato que determina ao município o pagamento de uso dos equipamentos”, revela Júlio César, que reuniu documentação para ser encaminhada ao MPE.

 

Segundo o vereador, que é primo primeiro do prefeito Roberto Farias (PSD), mas faz oposição na Câmara, a NDC Tecnologia e Informática cansou de esperar pelo pagamento dos honorários e cientificou a prefeitura, por meio de ofício, sobre as pendências. “Inclusive, caso houvesse interesse em dar continuidade ao trabalho, solicitou o pagamento das pendências, porém, como nada foi feito não restou alternativa senão retirar os equipamentos”.

 

 

Com documentos em mãos, Júlio César informou que protocola hoje (9), pedido de providências no Ministério Público, já que, além de não pagar pela operação do sistema, a prefeitura descumpriu cláusulas do convênio celebrado com o Detran ao não efetuar o depósito do percentual destinado ao órgão. “É preciso que faça uma apuração rigorosa, pois, a empresa, o Detran e os condutores foram lesados e o município ganhou a fama de mau pagador”, disse.

 

Justificativa

Em nota à imprensa, a Prefeitura de Barra do Garças alegou a não renovação do convênio com o Detran para a retirada dos quatro radares instalados na rua Independência, no setor Central, no bairro Cristino Cortes e na avenida Ana Lira, no bairro Santo Antônio. Em substituição, construiu nestes locais, na quarta (8), redutores de velocidade (quebra-molas) até a abertura de um novo processo de licitação para a implantação de um novo sistema. 

 

Em meio à polêmica, condutores de veículos comemoraram a retirada dos sensores. Segundo alguns deles, a instalação de equipamentos que regulamenta o limite de velocidade busca apenas criar uma "indústria de multas", quando o município deveria investir em um projeto de reengenharia de trânsito, implantação de novos semáforos e intensificar campanhas educativas.

 

 

 
de Barra do Garças

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