10/04/2015 - Ex-governador nega calote e afirma que não vai discutir com secretários

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) nega que o decreto 2667/2014, que prevê a anulação dos R$ 570 milhões empenhados de serviços não realizados, seja um calote. Segundo ele, a medida foi tomada no final da administração para preservar as finanças do Estado. “Não vou discutir com secretários, o decreto 2667 é claro em suas finalidades. Este é um processo comum e que atende a Lei de Responsabilidade Fiscal e não foi feito para dar calote em ninguém”, explica o peemedebista.

 

As afirmações acontecem após o secretário estadual de Planejamento, Marco Marrafon, afirmar que o decreto foi uma manobra para não pagar parte dos empresários, que prestaram serviço para o Estado. Ele, inclusive, chegou a comparar o decreto a um cheque sem fundos. Silval, por sua vez, garante, por meio da assessoria, que a anulação dos empenhos não significa que os valores não serão pagos, mas apenas que, até aquela data, as empresas ainda não haviam apresentado documentos sobre a execução das obras.

 

Quanto ao superávit orçamentário, o ex-governador voltou a afirmar que é de R$ 181,8 milhões no comparativo entre a efetiva realização de receitas e despesas. “Realmente a Assembleia autorizou o gasto de R$ 15,7 bilhões, porém, as despesas do Estado resumiram-se em R$ 13,7 bilhões, o que é menor que a efetiva receita arrecadada de R$ 13,9 bilhões, o que possibilitou a geração do superávit”, disse.

 

Por fim, o ex-gestor pondera que os dados estão nas mãos do Tribunal de Contas do Estado, a quem cabe emitir o parecer. “Não fui eu quem fiz essa prestação de contas e, sim, o próprio Governo, e os números mostram a real situação do Estado. Isso atesta que não deixamos o Governo inviabilizado, como foi apregoado recentemente”. (Com Assessoria).

 

 

Patrícia Sanches

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