10/04/2015 - Natural de Mato Grosso, Marechal Rondon vira personagem por Maurício de Sousa

Depois da Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e Chico Bento, chegou a vez de Marechal Rondon virar personagem de quadrinhos pelas mãos de Maurício de Sousa. O militar brasileiro, Patrono das Comunicações terá a história de vida e aventuras contadas em gibis e livros de atividades que serão usados em escolas da rede pública de Cuiabá. O projeto é umas das ações desenvolvidas pelo Governo do Mato Grosso para comemorar os 150 anos de Rondon.

A proposta foi bem recebida e aceita pelo Instituto Maurício de Sousa, no dia 20 de março em São Paulo. O instituto possui trabalhos semelhantes com foco em educação e cidadania. “Eles aprovaram a ideia porque compreendem a importância de valorizar o legado de pessoas que contribuíram com a história do Brasil, como Marechal Rondon”, disse o secretário de Cultura, Esporte e Lazer do Estado, Leandro Carvalho.

O projeto consiste em criar e distribuir gratuitamente nas escolas da rede pública livros e gibis que contem 'as aventuras' do Marechal de forma leve e divertida, com foco nos alunos com idade entre 06 a 12 anos. O trabalho inclui material e capacitação para os professores da rede pública, para que os profissionais aprofundem o conhecimento sobre Rondon e utilizem o conteúdo de maneira criativa. A meta é começar a trabalhar o material nas escolas no segundo semestre deste ano.

O projeto também marca a comemoração do aniversário de Rondon. O Diário Oficial do dia 20 de março traz o decreto nº 42, que institui 2015 como o Ano dos 150 Anos de Nascimento do Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon. Até o dia 5 de maio serão promovidas atividades em alusão à vida e realizações deste importante mato-grossense.

Lendas do Mato Grosso

Paralelo ao trabalho com quadrinhos sobre Marechal Rondon, foi firmado uma parceria com o Instituto Mauricio de Sousa, para projeto de resgate das lendas mato-grossenses – aquelas histórias fantasiosas que misturam realidade e ficção e são passadas de geração para geração.

Como as lendas fazem parte do patrimônio cultural de Mato Grosso, o Estado vai lançar um livro com as histórias que compõem o imaginário popular dos mato-grossenses. Os livros sobre as lendas serão distribuídos nas escolas públicas de Mato Grosso. O projeto está em fase de levantamento de conteúdo e deverá chegar à rede pública de ensino no segundo semestre de 2015, juntamente com o material sobre Rondon.

Rondon protetor dos índios e patrono da comunicação

Marechal Rondon (1865-1958) foi militar e sertanista brasileiro. Foi o idealizador do Parque Nacional do Xingu e Diretor do Serviço de Proteção ao Índio. Ingressou na Escola Militar do Rio de Janeiro em 1881 e depois foi transferido para a Escola Superior de Guerra. Ficou na Escola Militar até 8 de janeiro de 1890, quando foi graduado ao posto de capitão-engenheiro. Ingressou na Comissão Construtora de Linhas Telegráficas, partindo do Rio de Janeiro até Cuiabá, posteriormente de Cuiabá ao Acre. Atravessou o sertão desconhecido, na maior parte habitado por índios bororos, caiamos, terenas e guaicuru. Abriu estradas, expandiu o telégrafo e ajudou a demarcar as terras indígenas.

Marechal Rondon (1865-1958) nasceu em Mimoso, hoje Santo Antônio de Leverger, Mato Grosso, no dia 5 de maio de 1865. Filho de Cândido Mariano e Claudina Lucas Evangelista, esta descendente de índios Bororos. Ficou órfão ainda criança e foi criado por um tio, que era Capitão da Guarda Nacional. Por insistência do tio, foi estudar em Cuiabá na Escola Mestre Cruz e no ano seguinte na Escola Pública Professor João B. de Albuquerque. Em 1879 entrou para o Liceu Cuiabano e em 1881 formou-se professor.

Em 1881 foi para a Escola Militar no Rio de Janeiro. Com autorização do Ministério da Guerra, Cândido Mariano da Silva incorporou o nome Rondon, em homenagem ao tio que lhe criou, Manuel Rodrigues da Silva Rondon. Nesse mesmo ano o Governo Imperial criou a Escola Superior de Guerra, para onde Rondon foi transferido.

Marechal Rondon foi indicado componente da Comissão Construtora das Linhas Telegráficas, para explorar os sertões do Mato Grosso, no ano de 1892. Casou-se no dia 1 de fevereiro e partiu para Cuiabá com a esposa. Rondon passou a cuidar dos direitos dos índios. Sua tese era esta: "Matar nunca, morrer se necessário". Em 1906, o então presidente Afonso Pena, o encarregou de ligar Cuiabá ao Acre, que havia sido incorporado ao País, fechando o circuito telegráfico nacional. Em 1907 descobriu o rio Juruena.

Efetuou uma expedição às margens do Amazonas junto com Teodore Roosevelt, no ano de 1913, que tinha como objetivos obter material para o Museu de História Natural de Nova York e de fixar com maior precisão certos detalhes geográficos, além de definir o traçado definitivo do rio Roosevelt. Do ano de 1927 a 1930, Rondon foi o responsável por inspecionar as fronteiras do Brasil, do Oiapoque até a divisa da Argentina com o Uruguai.

Criou o Serviço Nacional de Proteção ao Índio e foi elogiado, em 1913, pelo Congresso das Raças em Londres, ressaltando que a obra de Rondon deveria ser imitada para honra da Civilização Mundial. Recebeu o título de Civilizador do Sertão, no ano de 1939, pelo IBGE, pelo trabalho realizado junto aos índios. Foi considerado "grande chefe" pelos índios silvícolas, e "Marechal da Paz" pelos civilizados. No ano de 1956 Rondon recebeu uma grande homenagem, foi dado ao Território do Guaporé o seu nome, que hoje é denominado Estado de Rondônia. Cândido Mariano da Silva Rondon morreu no Rio de Janeiro, no dia 19 de janeiro de 1958.

 

 

 

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