10/05/2012 - Tenente-coronel não acredita em erro do piloto do helicóptero que caiu

 

Wellington Urzêda diz que Osvalmir Carrasco era cauteloso nos voos. 
Acidente matou sete policiais e o principal suspeito de chacina em Goiás.

Após ser informado sobre o acidente com o helicóptero da Polícia Civil que participava da reconstituição da chacina em Doverlândia, na tarde da terça-feira (8), o comandante do Comando de Operações Especiais da Polícia Militar (COE) tenente-coronel Wellington Urzêda lamentou a tragédia e declarou que o piloto da aeronave Osvalmir Carrasco Melati Júnior e o copiloto Bruno Rosa Carneiro eram profissionais exemplares e cautelosos. Ele afirma que o delegado Osvalmir Carrasco pilotava helicóteros do modelo Koala há sete anos e, por isso, não acredita em falha humana.

“O Carrasco sempre nos avisava se iríamos passar por alguma turbulência ou qualquer outro procedimento. Tive oportunidade de falar pessoalmente que ele era um piloto excepcional”, declara o comandante Urzêda.

Emocionado, ele relembra o último voo que fez com Osvalmir Carrasco e Bruno Rosa Carneiro e afirma que a viagem permanecerá na memória. “Vou guardar para o resto da vida uma foto que tiramos quando deixamos o governador Marconi Perillo em Jataí, onde estávamos eu, Carrasco, Bruno e o helicóptero [que caiu na zona rural de Piranhas]. Isso vai ficar guardado só para a gente”, conclui o comandante de Operações Especiais da PM Wellington Urzêda.

 

Vítimas
A Polícia Civil confirmou, na noite da terça-feira, a morte dos oito ocupantes do helicóptero que caiu durante a tarde a 35 quilômetros de Piranhas, no sudoeste de Goiás. A aeronave transportava para Goiânia os participantes da reconstituição da chacina que aconteceu no último dia 28 e deixou sete vítimas.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Goiás, as vítimas são: o superintendente da Polícia Judiciária de Goiás, o delegado Antônio Gonçalves Pereira dos Santos; o delegado titular da Delegacia de Repressão a Roubo de Cargas, Jorge Moreira; o titular da Delegacia de Iporáx, Vinícius Batista da Silva; o chefe do Grupo Aeroespacial e piloto do helicóptero, Osvalmir Carrasco Júnior; o chefe-adjunto do Grupo Aeroespacial e copiloto da aeronave, Bruno Rosa Carneiro; os peritos criminais Marcel de Paula Oliveira e Fabiano de Paula Silva; além do principal suspeito do crime, Aparecido de Souza Alves, 22 anos.

 

Testemunha
Durante a queda do helicóptero da Polícia Civil, a caseira Carmelita Almeida afirma ter visto quando a hélice se desprendeu. “Eu vi a hora em que ele estava no ar e caiu a hélice. Eu saí correndo e gritando para que as crianças saíssem de dentro da casa. Depois, ouvi o baque da queda e que subiu uma fumaça”, conta.

Os investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) chegaram ao local do acidente na manhã desta quarta-feira (9). Durante a manhã, aeronaves sobrevoaram a região da Fazenda do Boi em busca de mais destroços.

O Corpo de Bombeiros está ajudando e confirma que novas buscas estão sendo feitas pelo ar. “Como um corpo foi arremessado, queremos verificar a possibilidade de que isso tenha acontecido com outros corpos. Após a liberação do Cenipa, todos os corpos serão removidos e encaminhados ao IML”, afirma o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Carlos Helbingen.saiba mais

Segundo o Gerente de Operações da Polícia Civil, Carlos Roberto Teixeira, a aeronave estava com o tanque cheio. O suficiente para a viagem de volta para Goiâniax, mas a pane surgiu pouco tempo depois da decolagem. “Provavelmente, se tivesse apresentando algum defeito, não estaria voando”, observa.Mapa Doverlândia Piranhas, em Goiás

 

Resgate
Até as 7h desta manhã, apenas o corpo do delegado Vinícius Batista havia chegado ao Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia. Segundo a diretora da Polícia Científica, Rejane Silva Sena Barcelos, ainda não há previsão para a chegada dos corpos das demais vítimas, já que o local do acidente é de difícil acesso.

Equipes do Corpo de Bombeiros de Iporá e Rio Verdex participam do resgate. Na noite de terça-feira, a corporação montou um centro de comandos no local com geradores de energia para facilitar o trabalho de localização e remoção dos corpos.

 

Luto
O governador Marconi Perillo decretou luto oficial de três dias, devido à tragédia de Piranhas. O delegado-chefe da comunicação da Polícia Civil, Norton Ferreira, explica que, do ponto de vista do atendimento ao público, esta quarta-feira (9) será um dia de trabalho como outro para a corporação. No entanto, ele admite que não há como encarar este dia com normalidade.

Norton comenta que a comoção dentro da instituição, dentro da Segurança Pública como um todo é muito grande. Segundo ele, as pessoas estão atordoadas, tentando entender o que aconteceu. “A gente busca uma resposta e parece que essa reposta não chega para a gente”, afirma.

 

Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera

 

Comentários

Data: 12/05/2012

De: Ozama BinLanden

Assunto: Aí tem coisa!!!!

Não é porque a manutenção não foi feita na hora que inevitavelmente haveria problema. Os tempos de manutenção de aeronaves em numero de horas voadas, é apenas uma referencia para as revisões. É como nos carros, que o periodo é dado em quilometros, e o fato de voce fazer uma revisão de 10.000 km de seu carro, quando ele já estiver rodado 13.000 km (30% a mais do ponto de revisão) não quer dizer que ele irá se desmanchar com você na estrada. É claro que com aeroneves os cuidados são maiores.Ainda há controvérsias sobre se foi não foi feita a manutenção, pois foi divulgada uma gravação onde um engº não quer liberar a aeronave, enquanto um delegado insiste em usa-la. Neste momento não se quer responsabilizar nenhum dos mortos (exceto o Apareceido), pois todos são considerados herois e sacrificados. Havia passageiros sem o uso do cinto de segurança, tanto que foi arremessado pelo menos um para fora da aeronave.Estão a procura de outros. A delegada afirma categoricamente que o acusado estava algemado na estrutura do assento, mas ela evidentemente não pode afirmar isto, pois não estava lá. Ela pode supor, não afirmar. Seria o procedimento normal, mas não se sabe ainda se foi cumprido. Se o acusado estava algemado à estrutura do assento pelos pés ou pelas mãos, ou ambos, pode ser facilmente provado pela perícia, pois ele ainda continuaria algemado depois da queda, ou pelo menos parte do seu corpo, pernas ou braços, evidentemente.O Koala AW-119 tem capacidade para 8 pessoas, incluindo dois tripulantes, bancos trazeiros frente a frente para seis passageiros. Ao meu ver o que aconteceu foi que durante o voo, o acusado já com certa "liberdade" entre os policiais, acabou não sendo algemado a nenhuma estrutura da aeronave, viajando apenas com as mãos manietadas por uma presilha de plastica a quisa de algemas. O comando coletivo dessa máquina fica bem no meio dos dois assentos do piloto e co-piloto, ao alcance da mão esquerda do piloto, enquanto a alavanca de ciclico fica entre as pernas do piloto. Acho que num dado momento, o acusado se levantou e se jogou para cima dos tripulantes apanhando a alavanca do coletivo firmemente ferosmente nas mãos e puxando pra trás, o que equivale ao comando subir. Mas como foi violento demais a máquina começou um loop para trás num movimento de acrobaticia forçada. Algumas testemunhas inclusive afirmam isto.
Os esforços provenientes das pás de 5 metros cada, foi absurdo compromentendo, por fadiga, a estrutura de sustentação da pá, quebrando a cabeça do rotor, e lançando a pá nos ares. O fenômeno da ruptura por fadiga pode ocorrer quando uma peça é submetida a um esforço enorme e repentino. Isso é válido especialmente para as pás, os elementos da cabeça do rotor e os comandos de vôo. Nesta hora tudo já estava perdido, pois a falta de uma das pás, provocou uma enorme vibração do conjunto que acabou de desgovernar a aeronave, sem que ninguem pudesse fazer absolutamente nada. Alguem era responsável por imobilizar com toda a segurança o acusado, ainda mais que parecia ter um comportamente um tanto desiquilibrado, inclusive sorrindo numa das reconstuições. Este alguém falhou e, no momento não interessa manchar a imagem de herois de todos eles. Mas a verdade deve ser dita para que possamos aprender com a historia. A empresa fabricante (Agusta WestLand) provavelmente vai querer uma investigação profunda pois esta máquina é uma top de linha do fabricante, que funciona em toda linha de resgaste, tranporte off-shore, uso militar como o modelo Tank-Killer, etc. Agora estão desviando a atençaõ do problema para o credenciamento da Fenix, etc, etc. Vamos Ver!!!

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