10/05/2016 - Para Taques, anulação de impeachment na Câmara seria como anular 7 a 1 da Alemanha

10/05/2016 - Para Taques, anulação de impeachment na Câmara seria como anular 7 a 1 da Alemanha

Paralisar o julgamento do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) no Senado da República e devolver o processo para a Câmara dos Deputados, é a mesma coisa que tentar anular a goleada por 7 a 1 aplicada sobre o Brasil, pela seleção da Alemanha, na semi-final da Copa do Mundo de 2014. A comparação partiu do governador José Pedro Taques (PSDB), diante da decisão do presidente interino da Câmara Federal, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), de anular as sessões realizadas entre os dais 15 e 17 de abril,
 
“Na Câmara dos Deputados, existe um ato jurídico perfeito, amparado pelo artigo 5º, inciso 35 da Constituição. Já se fez o ato jurídico e não se pode voltar atrás”, afirmou Taques, sobre a tentativa do presidente em exercício Waldir Maranhão de acatar requerimento da Advocacia Geral da União (AGU) para que processo retorne à Câmara Federal.

“É a mesma situação de um contrato assinado. Não pode ser anulado, a não ser que existam vícios, o que não é o caso. Eu acredito nas instituições. A decisão de hoje [do presidente da Câmara Federal] parece brincadeira de criança de mau gosto”, criticou o governador, após participar 1ª Semana Jurídica de 2016 do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-23ª Região), no auditório do Fórum Desembargador José Simioni.
 
Pedro Taques afirmou que o Brasil é um país sério e que acredita nas instituições. “A Constituição possui mecanismo para resolver. o Brasil é sério. Acho possível dar uma virada de chave, desde que as instituições sejam respeitadas”, assegurou ele, para a reportagem do Olhar Direto. 

 

 

Pedro Taques foi o único governador, entre os 27 da Federação, a se posicionar favoravelmente ao impeachment, desde o primeiro semestre do ano passado. “Não é possível que o país sofra tanto. São mais de oito meses sangrando, porque fizeram uma Constituição que exige governo de coalizão, diante de 35 partidos”, lamentou o chefe do Poder Executivo.   
 
O governador defendeu que o país respeite as instituições e consiga retomar a normalidade, no menor espaço de tempo possível.

 

 

 

Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco