10/06/2011 - 08h:05 Arcanjo desiste de factorings por 'inúmeros calotes' de políticos

 O único segmento que o ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro desistiiu e desistirá de atuar em Mato Grosso é o ramo de factorings, conforme informa o genro do 'comendador', Giovanni Zem, em entrevista exclusiva ao Olhar Direto. O recuo é justificável. Era através das factorings (empresa de fomento mercantil) que Arcanjo operava centenas de milhares de transações financeiras, inclusive para políticos, empresários e até mesmo para poderes e instituições.


As demais atividades econômicas do Grupo JAR ou Colibri deverão ser mantidas. Os calotes dados pelos políticos e empresários foram sucessivos após a prisão do ex-bicheiro, além disso resultaram em cobranças supostamente abusivas e que lhe renderam processos e investigações.

O genro do ex-comendador admite que já cobrou uma vez as dívidas de deputados estaduais e um empresário do ramo da comunicação contraídas quando João Arcanjo Ribeiro ainda era o todo-poderoso do Estado, mas como resposta foi alvo de chacota dos ‘figurões’ e não recebeu nada. 

“Falei para ele (Arcanjo), e ele pediu para que eu retornasse, mas eu disse que não, eu não tinha nada a ver com isso. Quando ele sair da prisão, as coisas se resolvem por si só. Não me meto nessas questões, minhas questões são relativas ao grupo JAR”, sentencia.

Numa das raras ocasiões em que atendeu a imprensa, em 2006, Arcanjo disse que pretende receber corrigida a quantia de R$ 15,4 milhões de deputados estaduais e outra quantia similar de outros credores "empresários".

“Sem dúvidas, eles (os deputados estaduais) fizeram o empréstimo e precisam pagar a dívida”, Na época, com juros e correção monetária, o valor chegava a R$ 40 milhões, diz.

Trata-se de 22 notas promissórias de R$ 700 mil cada uma, que na época perfaziam  os R$ 15,4 milhões. Os valores são referentes a outras dívidas e à conta total que a classe política deve a Arcanjo. Naquela época, 22 dos 24 deputados receberam cheques das factorings de João Arcanjo e um inquérito da Polícia Federal ainda está em curso para apurar crimes de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. 

 

 

De Rondonópolis - Débora Siqueira

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