10/06/2014 - PMs e bombeiros podem deflagrar greve amanhã (10); governador negocia

PMs e Bombeiros se reúnem 2 dias antes da Copa, nesta terça (10), para decidir se vão cruzar os braços às vésperas dos jogos mundiais ou não. Eles reclamam do descaso do Governo que teria desmarcado reunião de negociação que ocorreria na sexta (6) com o governador Silval Barbosa, sob a justificativa de que os secretários da Casa Civil, Pedro Nadaf e de Administração, Pedro Elias, viajaram.

 

Conforme o presidente da Associação dos Oficiais (ASSOF), Major Wanderson Nunes, o prazo final dado pela classe era sexta. O Palácio Paiaguás, por sua vez, remarcou a agenda para esta segunda às 10h, o que provocou insatisfação. “Se hoje não resolver nada, amanhã faremos assembleia para deliberar se aceitamos ou não, se paramos ou não”, ressalta..

 

Os PMs e bombeiros se reúnem no Hotel Fazenda Mato Grosso às 14h e prometem que, se a decisão for pela greve, o discurso será unificado e a paralisação deverá ser cumprida integralmente por todos os militares.

 

A categoria, formada por 6,5 mil PMS e 900 bombeiros, reivindica, em especial, a progressão horizontal que não existe na PM. Esta leva em consideração o aperfeiçoamento e estudo dos profissionais. Eles também pleiteiam a equiparação salarial com a Polícia Judiciária Civil. Para se ter uma ideia, o salário inicial, bruto, de um PM é de R$ 2,3 mil e líquido R$ 1,7 mil. Já o de um escrivão e investigador  da PJC é de R$ 2,9 mil.

 

Patrícia Sanches

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