10/08/2011 - 08h:00 Após mortes, 60 prefeitos de MT se reúnem para cobrar mais segurança

Prefeitos ameaçados revelam que tiveram que mudar rotina por insegurança.
Um dos prefeitos vive atualmente com segurança fornecida pelo estado.

 Depois da morte de dois prefeitos em menos de duas semanas, 60 prefeitos de Mato Grosso se reuniram em Cuiabá com representantes do governo e da segurança pública estadual para pedir mais policiamento. Durante o encontro, na manhã desta terça-feira (9), o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Meraldo Figueiredo, pediu que os prefeitos tenham mais preocupação com sua segurança pessoal e que qualquer ameaça deve ser levada ao conhecimento da polícia.

A preocupação com as ameaças de morte surgiu após o assassinato dos prefeitos das cidades de Novo Santo Antônio e Nova Canaã do Norte, que ficam a 1.063 km e 696 km de Cuiabá, respectivamente. A morte de Valdenir Antônio da Silva e Antônio Luiz César de Castro aconteceram com menos de 15 dias de diferença. Ambos teriam sofrido ameaças antes de morrer.

Oficialmente, apenas o prefeito Wanderley Perin, de Alto Boa Vista, a 1.064 quilômetros de Cuiabá, vive atualmente com escolta do estado. Na semana passada, dois policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE) foram destacados para fazer a segurança pessoal dele. Perin alega que começou a sofrer ameaças em junho deste ano, quando assumiu a prefeitura no lugar de Aldecides Milhomen, que teve o mandato cassado por compra de votos e abuso de poder econômico.

O prefeito contou que depois que as ameaças começaram, ele e a família mudaram completamente a rotina. “Eu não viajo sozinho e minha família não vive mais com aquela tranquilidade que tínhamos por morar no interior. Eu tenho três filhos que antes eram livres e agora não vão a nenhum lugar sozinhos”, explicou Perin.

Plano de execução
Poucos casos de ameaças a prefeitos chegam a ser registrados na polícia, mas outros são descobertos antes que os crimes possam acontecer. Este foi o caso da prefeita Maria Manea, de Lambari D'Oeste, distante 327 quilômetros da capital. Duas pessoas foram presas em novembro do ano passado acusadas de tramar a morte da prefeita. Na época, os supostos contratante e pistoleiro foram presos quando acertavam detalhes da execução.

Em entrevista ao G1, Maria Manea afirmou que não formalizou o pedido de segurança ao estado por achar que demoraria muito. Por isso, ela resolveu contratar seguranças por conta própria. “Procurei eu mesma melhorar a minha segurança. Encontrei pessoas para andar comigo 24 horas e não durmo todos os dias no mesmo lugar”, contou.

Maria disse temer que aconteça com ela o mesmo que ocorreu com o marido, que também era político e foi assassinado. Luiz Carlos Alves da Cruz disputava a eleição para a prefeitura da cidade em 2004 quando foi morto na véspera das eleições.

Quatro dias antes da morte do prefeito de Nova Canaã do Norte, Maria Manea encontrou-se com ele. “Na última segunda-feira (1º) eu me encontrei com o prefeito Luizão em um jantar. Ele e a esposa nem imaginavam o que iria acontecer. Nós ainda comentamos sobre a morte do meu marido. Contei para ele e a esposa o que aconteceu comigo e eles ficaram indignados”, lembrou.

Para a maioria dos prefeitos presentes na reunião da AMM, a contratação de mais policiais deveria ser urgente. Um exemplo da falta de policiamento está em Santa Terezinha, que fica a 1.329 quilômetros de Cuiabá. De acordo com o prefeito, o município tem 7.400 habitantes e possui apenas quatro policiais: dois civis e dois militares. “O estado cresceu muito, mas os investimentos em segurança não acompanharam esse crescimento”, reclamou o prefeito Domingos da Silva Neto.

Policiamento
O secretário chefe da Casa Civil, José Lacerda, alega que a Secretaria de Segurança tem agido de forma rápida no caso dos prefeitos assassinados. Ele lembrou que mais de mil policiais foram contratados nos últimos meses e que a meta é contratar mais de 6 mil profissionais.

 

Iara Vilela Do G1 MT

Comentários

Data: 12/08/2011

De: N.S.A

Assunto: JUSTIÇA DOS RICOS

Engraçado, enquanto estar morrendo pobres honestos trabalhadores que pagam seus imposto em dias para seren roubados por esses corruptos... Nenhum desse prefeitos se reunem para pedir segurança, junto a secretaria de segurança. Mas agora que moreu os que roubam nossos impostos ai sim,, ele tomam providencia esse bando de covardes.

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