10/08/2011 - 08h:45 Após conversa com governo e AL policiais sinalizam para fim da greve

Agentes e escrivães da Polícia Judiciária Civil, em greve desde o dia 20 de julho, saíram da reunião realizada na tarde desta terça-feira (9), na Assembleia Legislativa, com o governo e deputados estaduais, demonstrando que o a paralisação poderá cessar a qualquer momento. Mesmo não apresentando nenhuma proposta nova de reajuste salarial, a perspectiva de equiparação de forma parcelada, prevista para os anos seguintes (até 2014), parece ter agradado os sindicalistas, que disseram começar a se entender com o executivo.

O presidente do Sindicato dos Agentes da PJC, Clédison Gonçalves, afirma que greve continua, mas que há uma pré-disposição da categoria em suspendê-la desde que seja feito a ela, uma proposta amparada pela AL para atender aquilo que pleiteou. “Nós tivemos a participação importante dos deputados, e a condução das negociações nos dão hoje a impressão de que há vontade do governo em resolver o problema, mesmo que seja a longo prazo. O governou ficou de nos apresentar esse plano de reajuste para que possamos discutir com os policiais o fim da greve”, disse.

A greve foi retomada no dia 20, apenas seis dias após ter sido encerrada em Cuiabá, para dar uma oportunidade de que o governador avaliasse uma proposta aos sindicalistas. Com a paralisação, estão sendo realizados somente os serviços em caráter de urgência e as investigações seguem paralisadas. Os investigadores e escrivães da Polícia Civil pedem salário inicial de R$ 3,46 mil. O governo propôs R$ 3,27 mil, de forma fracionada, iniciando em 2011 e encerrando em maio de 2014.

A reivindicação dos agentes e escrivães se baseia no fato de que para prestar concurso público para essas funções é exigido que o candidato tenha curso superior, porém a remuneração é equivalente a de cargos de nível médio.

O resultado da reunião com os policiais civis e deputados estaduais foi considerado positivo pelo secretário de Estado de Administração, Cesar Zilio. A reunião segundo ele serviu para o Governo do Estado manter a conversação com os servidores e ratificar a proposta salarial apresentada anteriormente aos sindicalistas.

Zilio afirmou que o Estado está no limite da sua capacidade de concessão de reajuste, devido a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Devemos tratar essa questão com muita atenção, com muito zelo e muito cuidado, por que temos responsabilidades com todos os outros servidores. Infelizmente é uma necessidade do Estado”, lembrou.

Para o deputado José Riva (PP), presidente da Assembleia Legislativa, o diálogo é sem dúvida o caminho mais curto para o entendimento. A partir do momento que sentam os servidores, governo e deputados, a probabilidade de entendimento é grande. Os próprios servidores ouviram atentos o governo, fizeram suas propostas e eles já sinalizaram que aceitam que isso chegue a 2014. Acredito que a greve está próxima do fim”, finalizou.

 

Da Redação - Laura Petraglia

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