10/09/2015 - MP investiga caso de nepotismo na Prefeitura e Câmara de Barra

10/09/2015 - MP investiga caso de nepotismo na Prefeitura e Câmara de Barra

O Ministério Público abriu Inquérito Civil para investigar a prática de nepotismo junto à Prefeitura de Barra do Garças e Câmara Municipal. O MP quer saber se há cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral em até terceiro grau ou por afinidade do prefeito Roberto Farias ou de algum dos 15 vereadores que tenha sido nomeado para ocupar cargo comissionado no município.

 

Em caso de a resposta ser positiva o Ministério Público quer saber ainda o nome de cada um deles, o grau de parentesco, cargo ou função, a confiança exercida, quando ocorreu a nomeação com a devida qualificação completa quer ser de cônjuge, companheiro ou de parente do prefeito ou vereador.

 

As considerações do Ministério Público ressaltam que a administração pública direta ou indireta obedecerá, entre outros princípios, o da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência conforme preconiza o artigo 37 da Constituição Federal.

 

No caso de o vereador ou o prefeito ser pilhado com algum protegido em cargos da municipalidade, independente das sanções penais, civis e por improbidade administrativa, entre outros, estará sujeito, na hipótese de violação dos princípios da administração pública, a ressarcir integralmente o dano, (se houver), à perda da função pública, à suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos e pagamento de multa de até cem vezes o valor da remuneração.

 

COMPADRES

 

Em julho de 2013 o Jornal A Semana estampou uma manchete dando conta que o prefeito Roberto Farias levava compadres para a Prefeitura. O texto discorria sobre indícios de nepotismo na administração municipal. A denúncia que deveria servir de mote para investigação da Câmara de Vereadores causou certa animosidade entre aquela Casa presidida pelo vereador Miguel Moreira da Silva (Miguelão), sempre arredio a qualquer tipo de crítica, a este Jornal.

 

À época, a reportagem teve acesso à uma cópia da folha de pagamento de janeiro daquele ano que comprovava o nepotismo a partir de pelo menos dois tios do prefeito engalfinhados na folha de pagamento, sem contar as esposas dos vereadores Paulo César Raye de Aguiar, Paulo Sérgio da Silva, João Rodrigues, Ailton Alves Teixeira (Biroska) e Coronel Barbosa.

 

Não se pode mensurar até que ponto a matéria do Semana sobre os compadres de Roberto Farias tenha influenciado a medida do Ministério Público que ora investe no sentido de passar uma borracha sobre o nome dos comissionados que eventualmente tenham algum grau de parentesco ou influência sobre Prefeitura Municipal ou Câmara de Vereadores e que possa caracterizar nepotismo.

 

 

 

 

Semana7.com / DA REDAçãO

Comentários

Data: 10/09/2015

De: Maria

Assunto: Nepotismo

Cada besteira! Onde está citado que "compadre" é parente ou afim?
Só na cabeça de quem não tem algo melhor pra Fazer.

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