11/01/2013 Famílias retiradas de Mãraiwatsédé em MT dizem que lotes são precários

Os fazendeiros, produtores e trabalhadores rurais que deixaram a terra indígena Marãiwatsédé, declarada pela Justiça como pertencente aos xavantes, denunciaram nesta segunda-feira, 7, que os loteamentos para onde estão sendo levados apresentam estrutura precária. No município de Bom Jesus do Araguaia, o loteamento doado pela prefeitura não conta com rede de esgoto, água e energia elétrica.

De acordo com o prefeito, Joel Ferreira, muitos lotes ainda estão em áreas irregulares. “Nós iremos passar um pente fino e fazer um recadastramento dessas pessoas para que seja um loteamento justo e organizado”, garantiu.

O prazo para a desocupação da terra indígena terminou na última sexta-feira, 4. O produtor José Soares Filho, por exemplo, vendeu mais de mil cabeças de gado e desmanchou o curral. Ele quer levar tudo que pode ser aproveitado, mas ainda não sabe onde vai viver com a família. “É muita tristeza, muito dolorido. Quando você vê suas coisas todas assim, indo embora. Quando chegou as carretas para ir, minha esposa e eu desmoronamos”, contou.

Para abrigar as famílias que estavam na reserva indígena, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ofereceu uma área em Ribeirão Cascalheira a 150 quilômetros da região, mas quem foi para lá diz que no local existem famílias assentadas e que as terras não são produtivas. “Aquela área não presta. Tenho 64 anos e entendo de terra e aquela não presta para nada. Nem se calcarear ela, não dá certo”, disse o produtor Edvaldo Paulino.

Muitas famílias alugaram casas no município de Bom Jesus do Araguaia, mas reclamam da falta de ajuda. O trabalhador Fernando José da Silva, a esposa e os dois filhos vão pagar R$ 350 por três cômodos mensalmente. “O certo era eles pegar e indenizar. Pelo menos dar uma casa para morar. Nos colocaram todos na rua. Sem saber para onde ir”, ressaltou.

Desocupação de Marãiwatsédé
O processo de desocupação dividiu a Terra Indígena de Marãiwatsédé, do povo Xavante, em quatro áreas. Pelo plano, foram desocupadas primeiro as grandes propriedades, seguidas pelas médias e pequenas. A comunidade de Posto da Mata foi a última a ser desocupada.

A área em disputa tem uma extensão aproximada de 165 mil hectares. Ainda de acordo com a Funai, o povo xavante ocupa a área Marãiwatsédé desde a década de 1960. Nesta época, a Agropecuária Suiá Missu instalou-se na região. Em 1967, índios foram transferidos para a Terra Indígena São Marcos, na região sul de Mato Grosso, e lá permaneceram por cerca de 40 anos.

 

Fonte: G1-MT

Comentários

Data: 14/01/2013

De: xavante

Assunto: a Dra maria josé

a DR maria José ,e uma advoga da prelazia, de são Felix do Araguaia e uma das causadoras , da desocupação da areá , da suia miss ela que esta por trás disto . mora em são Felix do Araguaia.

Data: 12/01/2013

De: Ivan Dionizio da Cruz

Assunto: desocupação das famílias, posto da mata

"Ora não sou Antropólogo" mas Sou Sociólogo, e Filosofo. Mas isso são fatos: "Conforme o comentário do Ex; Ministro da Saúde José Serra." veja o que
ele diz:
Terra Indígena Maraiwatsede, dos índios Xavante, tem 90% de sua área tomada por fazendeiros. Dois projetos de soja são responsáveis pelo maior desmatamento em Unidades de Conservação do Estado, destaca levantamento

O Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis (CMA) da ONG Repórter Brasil lançou, nesta semana, novo estudo sobre os impactos da soja, com foco nos reflexos em Terras Indígenas (TIs) do Mato Grosso.
Maior produtor do grão no país, Mato Grosso abriga também o maior número de TIs. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2008, apenas 44 (ou 31,2%) dos 141 municípios do Estado não cultivam soja ou não tinham registro da cultura. No mesmo ano, 54 cidades (38,3%) tinham entre 10 mil e 575 mil hectares de soja. Das 78 TIs listadas pela Fundação Nacional do Índio (Funai) em terreno mato-grossense, ao menos 30 ficam em municípios com mais de 10 mil hectares de soja.
Problemas inerentes à produção de soja no Cerrado, como desmatamento, desertificação, pressão sobre os territórios, contaminação de solos e de cursos d´água já têm afetado várias aldeias indígenas.
Impacto da expansão da soja afeta a vida de indígenas da TI Maraiwatsede (Foto: Verena Glass)
Um dos casos mais graves é a invasão e o desmatamento dentro da TI Maraiwatsede. Homologada pelo governo federal em 1998 com extensão de 165 mil hectares, a área permanece com 90% de seu território tomado ilegalmente por fazendeiros e posseiros não indígenas, majoritariamente criadores de gado e produtores de soja e arroz. Estas atividades são responsáveis por um dos maiores desflorestamentos registrados em áreas protegidas no Mato Grosso: 45% da mata nativa da TI Maraiwatsede já foi destruída, como aponta o Relatório 2010 do Programa de Monitoramento de Áreas Especiais (ProAE) do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam).
Entre os invasores, estão "personalidades" - o ex, o atual e o irmão do prefeito de Alto Boa Vista (MT), o prefeito de São Félix do Araguaia (MT), e vários vereadores. Mas são duas fazendas de soja as maiores responsáveis pelo desmatamento ilegal da área, tendo sido multadas várias vezes pelo Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e agora denunciadas também pelo Ministério Público Federal (MPF).
O estudo destrincha este caso e aborda ainda a pressão da sojicultura em outras áreas, como a TI Sangradouro, também dos Xavantes, e terras de Paresi, Irantxe e Nambikwara, que passaram a cultivar soja em parcerias com fazendeiros, questionadas pelo poder público.
Por fim, o relatório do CMA/Repórter Brasil discute alternativas e boas práticas do setor, como o projeto Y Ikatu Xingu, que busca recuperar as áreas degradadas da cabeceira do Rio Xingu.
Confira a íntegra do estudo sobre os Impactos da soja sobre Terras Indígenas no estado do Mato Grosso
Fonte: Agencia Repórter Brasil da Presidência da Republica.

Data: 13/01/2013

De: AURÉLIO

Assunto: Re:desocupação das famílias, posto da mata

O Serra defende a FRAUDE por ter sido iniciada pelo FHC. Todo mundo sabe que o estudo antropológico foi realizado em outra área (Gleba D. Pedro, Mã Maria , roncador e Bandeirante), estas já desapropriada pelo governo. Todo mundo sabe que a escritura da "Reserva" é uma FRAUDE, Todo mundo sabe que a área foi deslocada para onde estão os verdadeiros proprietários que estão sendo, criminisamente, expulsos de suas áreas... todo mundo sabe que os índios Xavantes que participara da medição da reserva e dos estudos antropológicos já revelaram que á área deles NÃO É ESTA QUE ESTÁ SENDO DESOCUPADA... TUDO É UMA FRAUDE ACOBERTADA PELO GOVERNO DILMA E PELA PRELAZIA DE SÃO FÉLIX COM AÇÕES ESCUSAS DA FUNAI... NINGUÉM FAZ NADA PORQUE TÊM COMPROMISSOS COM OS MENSALEIROS QUE AINDA RESTAM NO PT, COM ONGs E OUTRAS ORGANIZAÇÕES "INDIGESTAS"... TODA A DOCUMENTAÇÃO QUE COMPROVA A FRAUDE ESTÁ NAS MÃOS DOS MINISTROS, DOS POLÍTICOS, DA JUSTIÇA... E TODOS CALAM... EITA PAÍS CORRUPTO.., O POVO É QUE PAGA A CONTA... A POLÍTICA DE INCLUSÃO DO PT EXCLUI 7.000 PARA SATISFAZER A VONTADE DE UM BISPO ESTRANGEIRO, INCOERENTE, INTRANSIGENTE, ANACRÔNICO E QUE SEQUER O VATICANO O RECONHECE... MAS UMA HORA DESTAS MUDA O GOVERNO E QUEM SABE A VERDADE VENHA A TONA E ESSE CASO SEJA PASSADO A LIMPO!!! ESPERO AINDA VER MUITOS DESTES NA CADEIA...

Data: 12/01/2013

De: Ivan Dionizio da Cruz

Assunto: desocupação das famílias, posto da mata

"Ora não sou Antropólogo" mas sou Sou Sociólogo, e Filosofo. Mas isso são fatos: "Conforme o comentário do Ex; Ministro da Saúde José Serra." veja o que
ele diz:
Terra Indígena Maraiwatsede, dos índios Xavante, tem 90% de sua área tomada por fazendeiros. Dois projetos de soja são responsáveis pelo maior desmatamento em Unidades de Conservação do Estado, destaca levantamento

O Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis (CMA) da ONG Repórter Brasil lançou, nesta semana, novo estudo sobre os impactos da soja, com foco nos reflexos em Terras Indígenas (TIs) do Mato Grosso.
Maior produtor do grão no país, Mato Grosso abriga também o maior número de TIs. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2008, apenas 44 (ou 31,2%) dos 141 municípios do Estado não cultivam soja ou não tinham registro da cultura. No mesmo ano, 54 cidades (38,3%) tinham entre 10 mil e 575 mil hectares de soja. Das 78 TIs listadas pela Fundação Nacional do Índio (Funai) em terreno mato-grossense, ao menos 30 ficam em municípios com mais de 10 mil hectares de soja.
Problemas inerentes à produção de soja no Cerrado, como desmatamento, desertificação, pressão sobre os territórios, contaminação de solos e de cursos d´água já têm afetado várias aldeias indígenas.
Impacto da expansão da soja afeta a vida de indígenas da TI Maraiwatsede (Foto: Verena Glass)
Um dos casos mais graves é a invasão e o desmatamento dentro da TI Maraiwatsede. Homologada pelo governo federal em 1998 com extensão de 165 mil hectares, a área permanece com 90% de seu território tomado ilegalmente por fazendeiros e posseiros não indígenas, majoritariamente criadores de gado e produtores de soja e arroz. Estas atividades são responsáveis por um dos maiores desflorestamentos registrados em áreas protegidas no Mato Grosso: 45% da mata nativa da TI Maraiwatsede já foi destruída, como aponta o Relatório 2010 do Programa de Monitoramento de Áreas Especiais (ProAE) do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam).
Entre os invasores, estão "personalidades" - o ex, o atual e o irmão do prefeito de Alto Boa Vista (MT), o prefeito de São Félix do Araguaia (MT), e vários vereadores. Mas são duas fazendas de soja as maiores responsáveis pelo desmatamento ilegal da área, tendo sido multadas várias vezes pelo Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e agora denunciadas também pelo Ministério Público Federal (MPF).
O estudo destrincha este caso e aborda ainda a pressão da sojicultura em outras áreas, como a TI Sangradouro, também dos Xavantes, e terras de Paresi, Irantxe e Nambikwara, que passaram a cultivar soja em parcerias com fazendeiros, questionadas pelo poder público.
Por fim, o relatório do CMA/Repórter Brasil discute alternativas e boas práticas do setor, como o projeto Y Ikatu Xingu, que busca recuperar as áreas degradadas da cabeceira do Rio Xingu.
Confira a íntegra do estudo sobre os Impactos da soja sobre Terras Indígenas no estado do Mato Grosso
Fonte: Agencia Repórter Brasil da Presidência da Republica.

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