11/03/2013 - Ministério Público vai desencadear ação para conscientizar população sobre efeitos 'nocivos' da PEC 37

De 8 a 11 de abril todos os promotores do País irão desencadear alertas em massa à população sobre a nocividade da PEC 37 que, se aprovada, modificará a Constituição para definir que apenas as polícias podem iniciar uma investigação. Na prática, o projeto tira o poder do Ministério Público, que atualmente se destaca como um dos principais órgãos de combate à corrupção no Brasil. Em Mato Grosso o Ministério Público Estadual se prepara para participar do movimento. 

“Temos que alertar a população do efeito ‘odiendo’ que será a PEC 37. Promotores de Justiça não são inimigos nem rivais de delegados de polícia, muito pelo contrário. O Gaeco, por exemplo, realizou inúmeras operações em conjunto com delegados, com agentes, com policiais militares, pensando, refletindo, analisando provas, traçando metas de investigação fez com mais de 3 toneladas de drogas fossem apreendidas, com que crimes como o novo cangaço fossem solucionados. Agora o parlamento federal quer impedir que continuemos esse trabalho. A sociedade tem que saber disso”, alertou o procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Paulo Prado.

Segundo Prado, o Ministério Público Brasileiro, os procuradores-gerais através do Conselho Nacional de Procuradores Gerais, com a Associação Nacional do Ministério Público, vão convocar os promotores para que esclareçam à população sobre a PEC e se ela vai atender os interesses da sociedade. 

“A sociedade precisa ser alertada. Será que o povo mato-grossense sabe do teor dessa PEC? É preferível que a sociedade tenha mais o menos aliados para em conjunto enfrentar as grandes organizações criminosas? Ou é melhor deixar que elas que se proliferem, se especializem e um grupo só possa combater e investigar? Eu acredito que se a população brasileira pudesse ser ouvida através de plebiscito, referendo ou qualquer outra avaliação popular, eu garanto que no mínimo 80% seria contra a PEC 37 ou PEC da impunidade e do PCC como já vêm sendo chamada”, finalizou.

 

Da Redação - Laura Petraglia

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