11/03/2014 - Financiador de Taques nega que seria cotado para a Sefaz

Antes da deflagração da Operação Ararath, pela Polícia Federal, o empresário Fernando Mendonça, do ramo atacadista, era cotado para fazer parte do staff financeiro da campanha do senador Pedro Taques (PDT) ao Governo do Estado. 

 

Mais: nos bastidores, o próprio grupo de Taques comentava, à boca-pequena, que Mendonça provavelmente assumiria o comando da Sefaz (Secretaria de Fazenda), caso o projeto eleitoral fosse bem-sucedido.

 

Agora, alvo da Polícia Federal, Mendonça, que também atuaria no ramo de factoring, virou eminência parda de Taques. Ele teve sua empresa e residência invadidos, recentemente, durante busca e apreensão.

 

Em uma conversa interceptada pela PF, na quarta etapa da Ararath – que investiga crimes de lavagem de dinheiro e contra o sistema financeiro -, Fernando nega ao empresário Júnior Mendonça, da Amazônia Petróleo, alvo principal da operação, informação sobre o assunto, publicada pelo MidiaNews, em 8 de novembro de 2013.

 

A nota, na coluna Fogo Amigo, relatou que foi criada uma “bolsa de apostas” sobre uma eventual equipe de Taques, em caso de vitória.

E que Fernando Mendonça estava sendo cotado para a Sefaz

Na interceptação da Polícia Federal, seguiu-se o seguinte diálogo:

“Você tá virando secretário da Fazenda, pô”, diz Júnior.

“Quem falou isso, cara?”, questiona Fernando, rindo.

“Ué, tá no MidiaNews. Você não viu não?”, reponde Júnior.

“Eu não vi, eu nem vejo esse trem, cara. É sacanagem isso aí. Nunca teve essa conversa”, diz Fernando.
“Isso aí é conversa. A turma, bicho... Cuiabá é perigoso. É perigoso, viu? Só dá pilantra”, afirma Júnior.

O diálogo foi publicado em primeira mão, nesta segunda (10), pelo site FolhaMax.

R$ 345 milhões

Após mais de quarenta buscas e apreensões, a Polícia Federal entrar na fase final da operação. Segundo o superintendente da PF em Mato Grosso, Élzio Vicente da Silva, as mídias apreendidas (como HD´s de computadores e telefones celulares) estão sendo analisadas.

Em entrevista recente, ele reiterou que as suspeitas iniciais da PF estão sendo confirmadas.

“O que eu posso afirmar é que as hipóteses que se desenharam, que foram utilizadas para obtermos os dados, têm se confirmado. Estamos intensificando as investigações para esclarecer os fatos e eles estão sendo esclarecidos. A busca e apreensão é apenas uma forma de obtenção de provas”, explicou Vicente. 

O empresário Júnior Mendonça foi o primeiro a ter sua empresa invadida pela Polícia Federal. Ele é suspeito de liderar um esquema de lavagem de dinheiro que beneficiaria políticos e empresários. 


O Núcleo de Inteligência da Polícia Federal em Mato Grosso levantou, junto ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda, que a empresa Globo Fomento Mercantil Ltda., então de Júnior Mendonça, apontada com factoring de fachada e que serviria para "lavar dinheiro", movimentou, em quatro anos, R$ 345.790.000,00.
 

Veja o trecho da interceptação da Polícia Federal:

 


DA REDAÇÃO

 

Comentários

Nenhum comentário encontrado.

Novo comentário