12/04/2012 - Policial Militar que matou esposa e primo é preso após pedido do MPE

O soldado da Polícia Militar Fernando Bezerra Junior, acusado de matar a esposa e o primo a tiros no dia 28 de março, está preso desde a semana passada depois de um pedido do Ministério Público Estadual (MPE) acatado pela juíza da Primeira Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, Ana Cristina Silva Mendes.

No dia do crime, o policial fugiu com a filha de 3 anos. Ele se apresentou três dias depois, mas como não se tratava de flagrante e nem havia mandado de prisão, Fernando acabou sendo liberado após prestar depoimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

De acordo com a promotora Lindinalva Rodrigues, do Núcleo de Promotorias de Justiça Especializadas no Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, consta em alguns depoimentos que o policial é agressivo e, por isso, poderia vir a intimidar testemunhas.

“Além de ser um crime bárbaro, que choca a sociedade, não pode haver impunidade em um caso como esse”, afirmou a promotora durante entrevista por telefone ao Olhar Direto.

A promotora explicou ainda que o pedido foi cumprido na semana passada e Fernando se encontra preso em um quartel desde a segunda-feira (02) daquela semana. O MPE solicitou agora a transferência dele para o presídio militar em Santo Antônio do Leverger. 

Fernando morava com a esposa Maria das Graças Araújo da Silva e a filha na casa que dividia com um irmão e o primo Gregório Gomes Bezerra Neto. Na manhã do dia 28, ele atirou contra os dois (esposa e primo). Os corpos foram encontrados na sala da casa.

Conforme as investigações da Polícia Civil, vizinhos e alguns familiares confirmaram que o casal brigava muito, o que reforça a hipótese de que Fernando estava discutindo com Maria das Graças e Gregório teria tentado defender a esposa do policial. A possibilidade de motivação passional também não foi descartada.

Fernando sumiu com a filha em seu carro, um Fiat Stillo preto. Ele era lotado no 10º Batalhão da Polícia Militar e afirmou, durante depoimento, que assassinou os dois em legítima defesa após flagrar a esposa e o primo trocando carícias no sofá da casa onde moravam. Maria das Graças foi assassinada com quatro tiros e o primo do policial recebeu outros seis disparos. 

 

Da Redação - Julia Munhoz

Comentários

Data: 12/04/2012

De: EU

Assunto: legitima defesa

desculpa esfarrapada legitima defesa! nunca so se as vitimas foce de ferro pra tomar tanto tiro e continuar levando perigo pra esse doido.se eles tivem de casa o cara chegando do serviço sedo a reação e essa mesmo mas não e legitima defesa.

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