11/04/2016 - Mauro Zaque investiga propina em MT

O promotor de justiça e ex-secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, Mauro Zaque, publicou no último dia 6 de abril uma portaria para investigar um suposto esquema de pagamento de propina ao atual governo para a manutenção do contrato com a empresa de empréstimos Consignum.

As investigações partiram de uma denúncia anônima, após agentes da delegacia de combate a crimes fazendários (Defaz -MT), encontrar a quantia de R$ 1 milhão (em espécie) na casa do empresário Willians Paulo Mischur, alvo de mandado de busca e apreensão e de prisão preventiva na segunda fase da operação Sodoma.

Na portaria, Zaque explica que várias notícias veiculadas pela imprensa local narram fatos gravíssimos relativos ao pagamento de propina a agentes públicos ligados ao ex-governador Silval Barbosa e a outros gestores (possível alusão a atual gestão) - com a finalidade de manter o contrato com a empresa Consignum. Por conta disso o Ministério Público do Estado decidiu “instaurar inquérito civil, nos moldes estabelecidos pela resolução nº 010/2007-CSMP/MP, com o fim específico de investigar a ocorrência de pagamento de propina a fim que seja mantido contrato entre o Estado de Mato Grosso e a empresa Consignum ou terceiros que de qualquer maneira experimentem vantagem indevida com tal contrato”, diz trecho da publicação.

Após ser levado à sede da Defaz, na terceira fase da Operação Sodoma, Silval Barbosa (PMDB) rompeu o silêncio pela primeira vez e disse que o esquema da Cosingnum vinha da era Maggi até a gestão Taques. “É estranho, pois ele (Willians Paulo Mischur) veio aqui, fez declarações e disse que tinha corrupção desde o Governo Blairo Maggi até hoje. Eu achei estranho o inquérito não ouvir ninguém dos demais Governos. Além disso, acharam R$ 1 milhão em dinheiro vivo na casa dele, mas no inquérito sequer fizeram perguntas pra ele sobre esse dinheiro”, questionou o ex-gestor na ocasião. 

 

 

Ulisses Lalio, repórter de A Gazeta

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