11/06/2015 - Taques vai a Brasília para jantar com Aécio e consolidar filiação ao PSDB

O governador Pedro Taques (PDT) acaba de embarcar para Brasília, onde participa de jantar reservado na residência do senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente nacional da legenda. O encontro servirá para tratar dos detalhes da filiação à sigla tucana, que deve ser confirmada nos próximos dias. O deputado federal Nilson Leitão também participa da reunião.

 

O jantar entre Taques e Aécio foi confirmado pelo líder do Governo na Assembleia, deputado estadual Wilson Santos (PSDB). “O governador cumpriu agenda em Lucas do Rio Verde e voou para Brasília, para jantar com as lideranças do PSDB. O cardápio inclui a mudança de partido”, conta em entrevista ao Rdnews.

 

Além do anfitrião tucano, o jantar oferecido a Taques contará com a presença de outros “emplumados”. A lista inclui o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso e o senador por São Paulo José Serra. Segundo Wilson, a possível filiação do governador ao PSDB abre grande perspectiva de crescimento.

 

O parlamentar ainda afirma que existe a expectativa de que parte dos sete prefeitos que o PDT elegeu, em 2012, migre junto com Taques. “Também apostamos na adesão de prefeitos de outros partidos, que buscam a aproximação com o governador”.

 

O deputado, no entanto, explica que as novas filiações serão avaliadas caso a caso, pela Executiva estadual do PSDB. Para ele, é preciso crescer sem inchaço, evitando a aproximação de políticos ficha-suja e sem compromisso com as boas práticas administrativas. “Já estivemos no topo da roda-gigante e sofremos queda vertiginosa. Agora, estamos ascendendo novamente. É preciso crescer com qualidade”, defende.

 

Conforme Wilson, a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinando que a Lei da Fidelidade Partidária não se aplica aos ocupantes de cargos majoritários, presidente da República, senadores, governadores e prefeitos, acabou facilitando a ruptura de Taques com o PDT. “Tudo está contribuindo para que a filiação do governador ao PSDB seja consolidada”, conclui. 

 

Com a saída de Taques, o PDT deve sofrer processo de esvaziamento semelhante ao de 1998. Naquele ano, o ex-governador Dante de Oliveira (já falecido) trilhou o mesmo caminho. A decisão de Taques foi motivada por divergências com a direção nacional do partido, que insiste em dar sustentação à presidente Dilma Rousseff (PT). No Estado, divergências públicas entre o governador e o deputado estadual Zeca Viana, que preside a sigla em Mato Grosso, também ajudaram a empurrá-lo para o PSDB.

 

 

Jacques Gosch

 

Comentários

Data: 12/06/2015

De: olho vivo

Assunto: nossa e agora

Ixxxx... e agora baú que merda foi esta ?'''''

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