11/07/2016 - Vigilante que matou empresário vai a juri

11/07/2016 - Vigilante que matou empresário vai a juri

O Judiciário já informou que o vigilante Alexsandro Abílio de Farias, de 28 anos, será julgado no dia 14 de julho, a partir das 8h, no Fórum Criminal de Cuiabá, pela morte do empresário Adriano Henrique Maryssael de Campos, 72, que era dono de um refinado restaurante italiano de massas na capital – o “Adriano”.

O vigilante matou com três tiros o empresário na porta giratória da agência do Banco Itaú, na avenida Carmindo de Campos, em junho de 2011.

À Polícia, o vigilante alegou que “perdeu a cabeça” mediante as insistentes implicâncias e humilhações do empresário, assíduo freqüentador da agência.

O crime tem ainda um possível componente de racismo. No dia da ocorrência, o vigilante teria sido outra vez xingado de “macaco preto”.

Alexsandro trabalhava para a empresa de segurança Brinks e há três meses atuava na agência bancária.

De acordo com as investigações do caso, a vítima frequentava quase todos os dias a agência e, frequentemente, se recusava a fazer o procedimento padrão de depositar objetos metálicos e aparelhos de celular na caixa acrílica da porta giratória. Sendo assim, ela travava e Adriano se irritava com o vigilante por causa disso.

Nessas ocasiões, o denunciado destravava a porta. No entanto, a vítima se sentia ofendida com o procedimento de segurança.

No dia do crime, o empresário tentou novamente passar pela porta sem retirar os objetos e, após ela travar, o vigilante a liberou. Em seguida, a vítima entrou na agência e disse ao denunciado: ‘Eu vou te pegar’.

Como consta nos autos processuais, de acordo com as imagens obtidas do sistema de segurança da agência, após ser atendido Adriano “se aproximou da porta, virou o rosto na direção ao denunciado, não sendo possível saber se falou algo para ele, e então foi em direção à porta”.

Alexsandro “travou a porta usando o controle que estava em sua mão, impedindo que a vítima saísse, e, com evidente intenção de matar, sacou o revólver calibre 38 e efetuou três disparos”.

Após os disparos, ele roubou uma motocicleta e fugiu.

O vigilante afirma que tinha levado ao conhecimento da direção da agência que vinha sendo humilhado pelo empresário Adriano.

 

 

Keka Werneck, repórter do GD

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