11/07/2016 - Fagundes admite julgamento político de Dilma em processo de impeachment e crê ser possível eleição para Presidência

11/07/2016 - Fagundes admite julgamento político de Dilma em processo de impeachment e crê ser possível eleição para Presidência

Profundo conhecedor dos corredores do Palácio do Planalto e da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, o senador mato-grossense Wellington Fagundes (PR) não vai mudar seu voto, no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Ele era citado nos bastidores como um dos seis possíveis votos que poderiam mudar, no plenário do Senado da República, em favor de Dilma, no julgamento do mérito da questão.
 
“É certo que [a presidenta] Dilma foi afastada por vários fatores, como a crise econômica, as pedaladas [fiscais], a falta de diálogo com a base aliada. Ela se enclausurou e não conversava nem com [parlamentares de] PMDB e PT”, reclamou Fagundes. “Não dá para adiantar o voto. Certamente o voto terá conteúdo político”, justificou o presidente da Executiva do PR, que chegou a ser vice-líder do governo Dilma Rousseff, no Senado, nos estertores do mandato.

“Estamos trabalhando na Comissão [de Impeachment do Senado] para discussão quanto ao mérito. No momento darei a minha opinião. hoje pertenço à comissão. A coisa é bem clara: existe conteúdo técnico e político. A Comissão [do Senado] faz todo trabalho sob a Presidência do ministro [Ricardo] Lewandowiski, muito bem conduzida”, sintetizou ele, para a reportagem do Olhar Direto, ao lado do governador José Pedro Tauqes (PSDB) e do ministro da Agricultura, senador Blairo Maggi (PP), no Parque de Exposição Jonas Pinheiro. 
 
Wellingtou Fagundes citou que a Comissão de Impeachment decidiu pela perícia nas pedaladas fiscais por orientação de Lewandowiski. Mas lembra que o voto tem forte conteúdo político.  “Na hora do voto, vai falar alto também o conteúdo político. Não dá para adiantar o voto”, ponderou Fagundes, que não vê vento de mudança, em favor de Dilma.

“Vejo que dificilmente a presidente Dilma voltará [ao cargo], se não tiver algo novo para oferecer ao país. A carta à nação, com [proposta de]  eleições gerais, não sensibilizou. Temos eleições de prefeitos e vereadores, neste ano”, avaliou o presidente regional do PR.

“Tenho mandato para mais seis anos. E vou abrir mão porquê? Porque ela errou? Se quer corrigir o mandato para presidente. Talvez uma eleição  para a Presidência da República seja o melhor caminho”, resumiu Fagundes.

 

 

 

Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco

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