11/08/2014 - Taques é contra OSS, isenta PP e diz que governador não teve pulso firme

Contrário às Organizações Sociais de Saúde (OSS), o candidato a governador, Pedro Taques (PDT), isentou o PP de culpa pelo “fracasso” no modelo de administração adotado em Mato Grosso quando o partido comandava a secretaria estadual de Saúde.

 

Para ele, o governador Silval Barbosa (PMDB) tem total responsabilidade na situação, já que o peemedebista, junto com a Assembleia, concordou que a gestão da saúde fosse entregue às OSS. “Foi falta de pulso do governador”, afirma.

 

Por conta disso, acredita que cabia a Silval resolver a situação e, consequentemente, o erro e fracasso são do Executivo. “Quero deixar claro que no meu governo nenhum partido terá autonomia para fazer desmandos no Estado. E que fique bem claro, nas áreas da saúde, educação e finanças, não vou permitir indicações políticas”.

 

O pedetista conta que tratou do assunto com seu candidato a vice, Carlos Fávaro (PP), e que possui projeto estratégico para mudar o cenário em que se encontra o Estado. Neste sentido, se alcançar sucesso nas urnas, fará auditoria nas contas referentes aos repasses feitos às OSS. “Um governador não pode jogar sujeita para debaixo do tapete”.

 

Fracasso é do Governo

Taques lembra ainda que desde o início da discussão sobre o tema, se posicionou contra o modelo de gestão que, para ele, está fadado a não dar certo.

 

Avalia que em poucos lugares o sistema atende às necessidades da população. “Foi escolhido um modelo arriscado de gestão das unidades de saúde, que tem possibilitado corrupção e péssimo retorno à população, por isso, devemos implementar, de fato, a rede estadual de saúde, apoiada em medidas de microrregionalização e no bom funcionamento da Estrutura Organizacional Administrativa da Saúde e da Central de Regulação”, sustenta.Fracasso é do Governo.

 

Destaca que uma das prioridades de seu plano de governo é a construção de um hospital público de referência em Cuiabá para atender também a população do interior.

 

Diz que mudará a realidade da saúde e que as unidades regionais voltarão a funcionar de forma correta, além de humanizar e melhorar os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Defendemos dois caminhos entrelaçados: do bem-estar e satisfação do usuário; e da humanização e eficiência do SUS. Para isso, entendemos que é necessário mudar a visão política da saúde no Estado, o que implica em praticar novos métodos e ações mais inclusivas na área”. 

 

Cita como exemplo a implantação de novas tecnologias e procedimentos administrativos inteligentes; formação e qualificação contínua dos profissionais da saúde e construção de redes de articulação federativa.

 

O pedetista ainda pretende implantar a inclusão das municipalidades na gestão da Central de Regulação; abertura dos canais de diálogo com a sociedade e com o usuário para possibilitar a participação e o controle social; avaliação permanentemente dos sistemas e dos serviços de saúde.

 

 

Camila Cecílio

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