11/08/2015 - Casa Civil diz que deputado sofre de “amnésia política seletiva”

O secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, rebateu as declarações do deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) a respeito da inexperiência do governador Pedro Taques (PDT) como gestor, e afirmou que o parlamentar sofre de “amnésia política seletiva”, pois se esquece dos problemas dos governos dos quais foi aliado.

Em entrevista, Pinheiro afirmou que o governador foca no marketing, e precisa da ajuda e da experiência de ex-governadores e ex-prefeitos aliados, para evitar que o ”barco (Estado de Mato Grosso) não fique à deriva”

“Se o deputado está se referindo à experiência dos governos em que foi aliado, com escândalos de roubalheira e obras inacabadas, essa não temos mesmo. E nem queremos ter”, disparou Paulo Taques.

Ele diz que o ex-deputado parece sofrer de uma amnésia política circunstancial, na medida em que esquece de fatos recentes. 

“Respeito a incessante fiscalização que o deputado Emanuel Pinheiro exerce sobre o nosso governo. Esse é o papel constitucional do legislador. Mas por que só agora? Onde ele estava quando as obras da Copa estavam sendo superfaturadas? Quando os vários casos de corrupção ocorriam, conforme têm se revelado as investigações do Ministério Público e da polícia? Ele foi omisso ou desatento?”, questionou.

Entre os gestores citados por Pinheiro como boas referências para ajudar Taques, estão o senador e ex-governador Blairo Maggi (PR) e o deputado estadual e ex-prefeito da capital Wilson Santos (PSDB), entre outros. Porém, ao rebater as declarações de Pinheiro, o secretário lembra também que o parlamentar foi da base de sustentação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), a quem o grupo político de Taques fez oposição.

Sem isolamento

O secretário rebateu também a análise de Pinheiro de que Taques estaria atuando politicamente “sozinho” em seu governo. 

“O deputado não deve estar acompanhando os noticiários. Sozinho? Um governador que reuniu 136 prefeitos no Palácio Paiaguás? Que recebeu quase 500 lideranças comunitárias? Que foi anfitrião de três encontros com governadores do Brasil Central e da Amazônia Legal? Tudo isso em menos de oito meses”, disse.

Paulo Taques ainda sugeriu que Pinheiro converse com os colegas deputados que já viajaram acompanhando o governador Pedro Taques pelo interior do Estado, e perguntar a eles como tem sido a recepção dos cidadãos e dos líderes políticos locais.

Na avaliação do secretário, Pinheiro, que tem adotado uma postura independente no parlamento e feito diversas críticas e apontamentos, desta vez “abandonou a crítica positiva e flertou com a inverdade”, ao fazer uma “análise falsa” do cenário.

“O deputado tem criticado seguidamente nosso governo, e temos respeitado, pois vivemos em uma democracia. Mas, desta vez, as críticas deram lugar a uma análise falsa da realidade, na medida em que descreve um cenário que, nem de longe, reflete o atual momento político de Mato Grosso. Respeito o deputado e tenho por ele largo apreço. Mas o que ele disse denota desamor pela verdade. Me surpreendi com sua fala. Considero-a infeliz”, afirmou.

Paulo Taques garante, ainda, que o governo não está à deriva. “Gostaria de sugerir ao meu amigo Emanuel Pinheiro que acesse o site transforma.mt.gov.br. Tenho certeza que ele vai mudar de opinião e perceber que Mato Grosso não é um barco à deriva, mas sim um grande e poderoso navio, que está, depois de uma longa tormenta, navegando firme, e sem que sua carga seja roubada”, concluiu.
 
 
 

Laíse Lucatelli 
Do Olhar Direto

 
 

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