11/09/2015 - Governo paga R$ 127 milhões da dívida dolarizada de Mato Grosso

O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Fazenda, quitou nesta quinta-feira (10) a segunda parcela de parte da dívida que está dolarizada. 

Cerca de R$ 127 milhões foram pagos ao Bank of America e o montante é referente à amortização e juros. 

A primeira parcela paga pela atual gestão foi de R$ 103 milhões, em março, época em que o dólar estava cotado em R$ 3,10. Na quarta-feira (9), a moeda norte-americana fechou em R$ 3,78. 

Apenas neste ano já foram quitados R$ 229,3 milhões junto à instituição financeira, conforme a determinação do governador Pedro Taques, de honrar a dívida contraída na gestão passada.

Esse montante é 143% maior do que os R$ 94,3 milhões pagos em 2014, pelo Governo passado. 

A operação financeira, contratada com o dólar a R$ 2,02, foi feita sem a trava da moeda, ou seja, está sujeita à variação do câmbio desde então. 

O secretário de Fazenda, Paulo Brustolin, explicou que o Governo do Estado tem conseguido cumprir todos os compromissos em dia. 

“Estamos pagando a segunda parcela do ano, de forma que estamos conseguindo honrar a dívida. Isso só foi possível graças ao contrato de Exclusividade de Prestação de Serviços Financeiros firmado entre o Governo do Estado e o Banco do Brasil, um trabalho gigantesco desempenhado pela equipe do Tesouro Estadual”, afirmou. 

Dívida 

A dívida de Mato Grosso totaliza R$ 6,5 bilhões e se refere a empréstimos contraídos com autarquias do Governo Federal, como o BNDES e a Caixa Econômica Federal, para investimentos em obras da Copa do Mundo, além de outras dívidas contraídas pelas gestões anteriores. Desse total, 22% está dolarizada. 

Para Brustolin, a quitação da parcela é importante para que o Governo tenha credibilidade junto à União e ao mercado financeiro. 

O secretário também assinalou sua preocupação quanto à exposição de Mato Grosso ao risco do câmbio, já que o dólar está cada vez mais alto.

“Mesmo diante dessa alta nós conseguimos realizar mais um pagamento”, completou.

 

 

Da Redação

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