11/11/2015 - Menino morre após ser atropelado por trator dirigido pelo padrasto

11/11/2015 - Menino morre após ser atropelado por trator dirigido pelo padrasto

Um menino de 11 anos morreu após ser atropelado por um trator em uma fazenda em Jataí, no sudoeste de Goiás. Ele estava no veículo com o padrasto, que conduzia a máquina agrícola, quando desceu para abrir uma porteira e, ao tentar subir de novo, escorregou e acabou sendo atingido. A criança chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.


O menino mudou para a fazenda com a mãe e o padrasto, que são trabalhadores rurais, há dez dias. Na tarde da última segunda-feira (9), ele e o homem estavam circulando com o trator, quando houve o acidente.

“Eu estava plantando a lavoura, aí quando estava chegando à sede, depois de uma chuva bem pesada, avistei o menino no trator. Quando me aproximei, já vi o padrasto correndo e gritando que a criança tinha caído da carreta do trator e ele tinha passado por cima. O menino tinha descido para abrir a porteira e, quando foi subir, escorregou e o trabalhador não viu”, contou o dono da fazenda, Cinelio Fernandes de Lima.

O garoto foi levado em estado grave para o Hospital Municipal de Jataí, mas morreu por volta das 19h. Em seguida, o corpo da criança foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), de onde foi liberado na manhã desta terça-feira (10).

Abalados, a mãe e o padrasto, que já vivem juntos há cinco anos, precisaram ser hospitalizados. O enterro do menino deve ser realizado ainda nesta tarde.
Investigação

A Polícia Civil apura as circunstâncias do acidente. Segundo o delegado Marcos Guerini, responsável pelas investigações, o padrasto já prestou depoimento e o caso é tratado, inicialmente, como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Por isso, ele não pediu a prisão do homem.

Ainda segundo informou Guerini, serão colhidos depoimentos de testemunhas e dos demais envolvidos ao longo desta semana.
O dono da fazenda diz que não permite que crianças andem em tratores na sua propriedade. “É proibido, mas como nem sempre eu posso estar em todos os lugares para fiscalizar, isso aconteceu”, disse Lima, que ressaltou que o padrasto era muito carinhoso com o menino. “Eles viviam grudados, onde ele estava a criança estava junto. Ele amava o padrasto dele”, afirmou.

 

G1/GO

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