11/12/2013 - Riva defende que orçamento do Estado garanta a implantação de UTIs

O deputado argumenta que o fortalecimento dos hospitais regionais reduz a migração de pacientes para Cuiabá, que recebe inúmeras demandas do interior

O deputado estadual José Riva (PSD) defendeu durante sessão matutina desta quarta-feira (11), que o orçamento do Estado do próximo ano garanta a implantação de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) no interior de Mato Grosso.

 

De acordo com o parlamentar, fortalecer a saúde do interior melhora o atendimento aos pacientes em seus municípios, além de desafogar os hospitais públicos de Cuiabá, que diariamente recebe inúmeras demandas dos demais municípios. “É preciso fazer com que a demanda na Capital diminua. Por isso, é necessário firmar parceria com as prefeituras para  a  atenção básica, e fortalecer os hospitais regionais levando à média e alta complexidade”, argumentou.

 

Riva reforçou a necessidade de todos os parlamentares participarem da audiência pública que acontece às 15h, no auditório Milton Figueiredo da Assembleia Legislativa, para debater a Lei Orçamentária Anual (LOA) que estima a receita e fixa a despesa do Estado para o exercício financeiro de 2014.

 

“É muito importante que esta Casa de Leis promova discussão ampla do orçamento, especialmente na questão da saúde. Defendo que a Assembleia Legislativa trabalhe para garantir a implantação de UTIs no interior, dentro do orçamento do Estado para o próximo ano. Não vejo outra saída para a saúde, a não ser por meio da parceria com os municípios e fortalecimento dos hospitais regionais”, justificou.

 

O parlamentar citou a necessidade de implantar UTIs em cidades como Juara, Juína, Alta Floresta, Confresa e Pontes e Lacerda.

 

Contrário ao modelo de Organizações Sociais de Saúde (OSS) desde a implantação no Estado há dois anos, Riva reiterou a necessidade de mudanças na gestão da saúde em Mato Grosso.

 

“Definitivamente, as OSS comprometeram a qualidade da saúde de Mato Grosso, pois não chegam em todo o estado. Trata-se de um modelo de gestão injusto, em função de algumas regiões contarem com hospital regional, com contrato de OSS, mas em contrapartida, outras regiões ficam isoladas, sem os benefícios da saúde. Já tinha a compreensão que esse modelo não iria funcionar quando perguntei ao então secretário de Saúde, Pedro Henry, se as OSS seriam implantadas em todo o Estado e ele disse que não”, lembrou.

A LOA 2014 estima receita de R$ 13,3 bilhões, valor 4,8% superior ao orçamento deste ano.

 

KLEVERSON SOUZA

Assessoria de Gabinete

 

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