110/10/2014 - Oscar diz que eleitos querem Mesa para acabar com cabide de emprego

O grupo de 11 deputados estaduais eleitos e que formará a base governista de Pedro Taques (PDT), que se elegeu governador, já se articula nos bastidores para a eleição da Mesa Diretora da Assembléia, em 1º de fevereiro, quando também tomam posse. Com isso, o bloco tenta barrar a possível dobradinha da oposição para a presidência e primeiro secretário, sob Mauro Savi (PR) e Romoaldo Junior (PMDB), respectivamente.

 

Diante disso, o grupo faz inúmeras reuniões com intuito de lançar uma chapa à Mesa, além de tentar cooptar deputados insatisfeitos, que hoje estão na oposição. Para o deputado eleito Oscar Bezerra (PSB) há muito descontentamento dos opositores e, por isso, desejam aderir à situação. “É mais fácil mantermos os onze e cooptar os insatisfeitos, que são muitos”, ressalta.

 

Para evitar que ao menos um dos 11 eleitos do bloco situacionista mude de lado, Oscar explica que, caso haja um dissidente, este será taxado de traíra. Neste sentido, o socialista afirma que o parlamentar ficará manchado perante a opinião pública, uma vez que estava ao lado da mudança e foi para o lado oposto. “O traidor estará nos autorizando a chamá-lo de traidor”.

 

Diante desta tratativa e do interesse de parlamentares ingressarem no bloco, Oscar adianta que alguns deputados do PR, PSD e PMDB, que fazem parte da oposição, já procuraram o grupo para manifestar o desejo de aderir à base governista. O ex-prefeito de Juara, contudo, prefere não citar nomes. “Quando se fala em mudança, não é apenas no Governo, mas também na Assembléia”.

 

Para tentar se opor ao grupo de Taques, Oscar diz que quatro nomes estão como pré-candidatos à presidência, dentre eles Guilherme Maluf (PSDB), reeleito. O socialista ainda revela que se colocou à disposição para assumir a primeira secretaria. Segundo ele, ficou acertado entre o grupo que um deputado não pode disputar vários cargos. “Então se quatro disputam a presidência, um será eleito e o restante não poderá disputar outro cargo”.

 

Resgate

Oscar afirma que é necessário fazer o resgate da Assembléia, uma vez que a imagem do Legislativo está manchada perante a população. Isso porque, segundo ele, isso é o reflexo dos que há décadas ficaram no poder. “Quando você fala que é deputado, não fala muito alto porque aos olhos da população não é muita vantagem”, lamenta.

 

Para mudar esta visão, Oscar acredita que é preciso proibir a reeleição da Mesa Diretora a fim de evitar que o comando fique sempre nas mãos dos mesmos. “Isso evitará o mando, a extorsão ao Governo. Este modelo para a população não funciona”.

 

Outro fator é a economia. Para o socialista, a Assembléia pode funcionar com R$ 25 milhões ao invés dos R$ 40 milhões usados hoje. Conforme ele, o dinheiro que sobraria seria melhor aproveitado na saúde. “É possível diminuir os gastos a partir do momento que desmamar o mundaréu de gente lá dentro. Hoje a Assembléia serve de cabide de emprego e na hora que cortar os cargos, vai sobrar dinheiro”.

 

 

Tarso Nunes

 

Comentários

Data: 10/10/2014

De: ELEITOR

Assunto: OBS

QUERO VER QUANDO A BASE DE PEDRO TAQUES ELEGER O PRESIDENTE DA AL.

A DEVASSA VAI SER FEITA RIVA E JANAINA, AGUARDEM A ABERTURA DA CAIXA PRETA.

SEM IMUNIDADE É CADEIA VIU RIVA !

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