11/02/2013 - Haitianos fogem da miséria e migram para Cuiabá atrás de ‘eldorado’

A notícia correu e chegou ao Haiti que Cuiabá é o eldorado do crescimento econômico. Isso está gerando uma migração de haitianos para cá e, em 1 ano, 100 já vieram, como diz a música do Caetano Veloso, “sem lenço e sem documento”, sem dinheiro ou qualquer estrutura e muitas vezes trazendo a família. Hoje, pelo menos seis famílias haitianas já estão fixadas em Cuiabá.

 

Não é a primeira vez que ocorre uma corrida de migração à Cuiabá. Na década de 70, com incentivo do governo militar, a migração para cá aumentou com a proposta de ocupar a região Amazônica para garantir a soberania territorial. Por conta disso, deu-se o crescimento desordenado da capital. A ideia agora é que Cuiabá, como vai sediar a Copa, tem empregos à vontade.
 
Mas não é bem assim. É o que diz a responsável pela Pastoral do Migrante, Eliana Vitaliano, que está recebendo o pessoal do Haiti, país que já foi considerado uma ilha promissora economicamente, mas que vem sofrendo duros golpes políticos, até que em 2010 a natureza revolta enviou um terremoto, que destruiu maior parte das cidades e matou mais de 200 mil pessoas, entre elas a brasileira Zilda Arns, 75 anos, fundadora da Pastoral da Criança, que estava lá em missão de solidariedade.
 
“Muitos chegam sem qualquer formação ou capacitação e daí vão trabalhar de que?” – pergunta Eliana. “Ou então são formados em curso superior, mas estão sem trabalho e daí: vão trabalhar de braçais em obra? Nós aqui não conhecemos a miséria que está acontecendo no Haiti”, destaca.
 
Outra música do Caetano Veloso – Haiti – se refere àquele país para denunciar as misérias do Brasil. 
 
“O governo brasileiro tenta sim fazer o controle da migração e não tem uma política de migração. Há muita diferença entre essas duas posturas”, alerta o padre Olmes Milani, da Paróquia do Divino Espirito Santo e coordenador da Pastoral do Migrante. Por causa disso, os haitianos chegam no Brasil e viram andarilhos. Quando não contam com favores, não conseguem se fixar no local com sucesso e daí continuam migrando.
 
A situação dos haitianos foi colocada em pauta na primeira reunião do ano do Fórum de Direitos Humanos e da Terra Mato Grosso (FDHT-MT) na segunda-feira, 4 de janeiro.
 
 
Keka Werneck | do Centro Burnier Fé e Justiça

Comentários

Data: 13/02/2013

De: eu

Assunto: COITADOS

Os pobres coitados tão inludidos não sabe a miseria q e o brasil e so sonho aqui tem muitos passando fome e ainda morrendo amingua nos protos socorros eu mesmo estou com dois anos querendo fazer uma idoscopia pelo sus e vejo q morro e não consigo.

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