12/01/2018 - Presa por morte de prefeito, médica é denunciada por usar certificado falso

12/01/2018 - Presa por morte de prefeito, médica é denunciada por usar certificado falso

O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou nesta quinta-feira (11) a médica Yana Fois Coelho Alvarenga, acusada de participar da morte do prefeito Esvandir Antonio Mendes, por falsidade ideológica e uso de documentação falsa ao atuar como pediatra no Hospital Municipal André Maggi, na cidade de Colniza (1.065 Km a noroeste de Cuiabá).

 

Segundo a denúncia, protocolada na Vara Única da Comarca de Aripuanã (1.002 km a noroeste da Capital), entre fevereiro e maio de 2015, Yana entregou um certificado falso de conclusão de residência médica na especialidade de pediatria no Hospital Municipal. No documento, ela dizia que tinha feito o curso na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

No entanto, a Coordenadoria Geral da Comissão de Residência Médica (Coreme), da USP São Paulo, negou a informação. A instituição afirmou que os dados de Yana “não constam em nos registros de pós-graduação senso lato Residência Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo”.

O MPE apontou que Yana se apresentava como pediatra e no perfil do hospital em redes sociais a médica era descrita como “pediatra com pós-graduação em dermatologia”.

Em depoimento a suposta médica confessou que não possuía o título de pediatra e que quando atendeu no hospital municipal de Colniza e outras unidades onde atuou assinava como tal especialista.

Divulgação/MPE

Na denúncia, o órgão ministerial sugere 4 nomes no rol de testemunhas de acusação e pede que Yana Fois seja autuada, processada e condenada.

Atualmente, Yana se encontra-se presa na Penitenciária Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A médica é mulher do empresário Antônio Pereira Rodrigues, apontado como mandante do homicídio. Yana teria a responsabilidade de dar cobertura aos atiradores, uma vez que ela teria mandado que o adolescente fosse buscar os executores após o crime.

Relembre o caso - Segundo a Polícia Civil, no dia do crime em 15 de dezembro de 2017, os bandidos abordaram o prefeito Esvandir dentro do seu um veículo, Toyota SW4 preta, a cerca de 7 quilômetros da entrada de Colniza. Ele estava acompanhado da primeira-dama, Rosemeire Costa, e do secretário municipal de Finanças, Admilson Ferreira dos Santos, quando os bandidos se aproximaram e dispararam contra eles.

Após ser atingido, Vando ainda conseguiu dirigir até a Avenida 7 de Setembro, no centro da cidade, quando perdeu o controle do veículo e bateu o carro. Ele morreu no local. O secretário também foi atingido na perna esquerda e nas costas e segue internado.

Os suspeitos fugiram em um veículo quando foram parados por uma viatura do Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra) em uma estrada entre os municípios de Juruena e Castanheira (880 e 735 km a Noroeste da Capital, respectivamente).

Dentro do automóvel foram apreendidos R$ 60 mil, em dinheiro, provenientes do pagamento pela execução do prefeito, segundo a polícia. O dinheiro estava em um pacote do Banco do Brasil, sendo um montante de R$ 50 mil, e outros dois volumes de R$ 10 mil. Já as armas dos crimes foram jogadas em um rio.

 

 

Valquiria Castil, repórter do GD

 
 

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