12/02/2015 - Deputada admite propor uma CPI para investigar obras da Copa

A deputada estadual Janaina Riva (PSD) afirmou que estuda a possibilidade de propor a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a execução das obras da Copa do Mundo em Cuiabá e Várzea Grande.

“Assim que a Assembleia retomar os trabalhos legislativos, no dia 24, os deputados terão que ter uma conversa neste sentido. Acho importante a população saber quem são as pessoas que participaram disso tudo”, disse, se referindo ao resultado do levantamento feito pelo atual Governo e que aponta uma série de erros na construção do modal de transporte coletivo urbano.

A deputada afirmou que só irá buscar a assinatura dos parlamentares para a instalação da comissão caso tenha certeza que o processo irá ajudar o governador Pedro Taques (PDT).

“Não pode ser descartada a hipótese de CPI. Mas é preciso que o trabalho tenha eficiência, chegue a alguma conclusão e colabore com alguma coisa. Porque uma CPI custa dinheiro aos cofres públicos, tem que ter equipe especial etc. Então, só CPI por CPI, não acho que vale a pena”, afirmou.

“Já existe investigações sendo feitas pelo Ministério Público, Polícia Federal e por diversos órgãos. O que precisamos saber é se é papel da Assembleia fazer essa discussão política agora”, disse.

Apesar de criticar a forma como a legislatura passada participou do processo, a deputada do PSD afirmou que os parlamentares não podem ser responsabilizados por atos do Executivo.

“Acredito que tenha havido uma falha política e administrativa muito grande. E, agora, a Assembleia pode contribuir com informações. Mostrando todos os empréstimos e solicitações feitas para a Casa. Mas o que sempre falei é que os deputados não podem ser punidos por uma ação do Executivo”, afirmou.

Troca de modais

Um dos focos da possível CPI deve ser a execução das obras relacionadas ao Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).

Desde o início, o VLT se tornou um emblema da administração estadual, uma vez que ele disputou a preferência para execução com o  Bus Rapid Transport (BRT). 

O modal foi defendido na época como a melhor opção para Cuiabá, pelo então presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PSD), e pelo ex-secretário de Estado, Eder Moraes. Acabou sendo escolhido por Silva Barbosa (PMDB).

Para Janaina Riva, a opção pela realização do VLT, em substituição ao BRT, não foi o maior erro da gestão passada.

A deputada acredita que, independentemente dos modais, o erro foi na execução dos projetos.

“A execução da obra tinha que ser feita de forma mais transparente, mais ágil, se preocupando com o planejamento, com a data-prazo para se começar e terminar. O que aconteceu foi que se perdeu todo o rumo no meio da condução da construção do VLT. Ninguém sabe quem é o responsável, quanto já foi pagou ao certo, ficou uma série de dúvidas”, disse.

“Então, não foi a troca que foi a errada, foi a execução da obra. Agora, eles fizeram projeção de que em dois anos conseguem terminá-la. Faço votos para que termine. Acho que vai ser um grande legado que vai ficar para a população”, completou.

 

 

Douglas Trielli 
Da Redação