12/05/2014 - Riva afirma que PSD não embarca em “chapas montadas pela imprensa” e crê que base aliada encontra rumo certo

Principal articulador social democrata no arco da base aliada, o deputado estadual José Geraldo Riva lamentou que incluam o PSD em chapas para ‘terceira via’ ou em coligações fictícias. “Eu não vou falar de chapa formada na imprensa. Estive em Brasília, conversei com o senador Jayme Campos, com o Luiz Antônio Pagot, com o Carlos Bezerra, para tratar de outros assuntos, menos de coligação”, argumentou José Riva.

O deputado do PSD indiretamente desmentiu o ex-secretário Luiz Antônio Pagot (PTB) que teria divulgado, na mídia, a composição da ‘terceira via’, com Jayme Campos (DEM) para a sucessão do governador Silval Barbosa (PMDB) e o presidente da Famato, Rui Prado (PSD), como candidato a vice-governador, além da ex-senadora Serys Slhessarenko (PTB), na disputa pelo Senado.

“Até onde eu sei, essa possibilidade só existe por conta da criatividade de parte da mídia mato-grossense. Acho que existem muitas chapas que são formadas por alguns segmentos da imprensa. Política é que nem cozinhar: você não pode ter pressa. Os apressados comem cru”, ensinou Riva.

“Acredito que a data certa para terminar essa discussão é dia 30 de junho. E nessa data vamos saber quem são as chapas na disputa... até lá, tudo é especulação. Vai surgir chapa de tudo quanto é jeito. Eu vi uma chapa formada como se eu fosse dono do PSD”, emendou o parlamentar social democrata.

Na última semana, a ‘notícia’ de que Riva e Pagot teriam convidado Jayme Campos para formar uma terceira via surgiu durante a viagem do deputado à Brasília, para articular junto à base mato-grossense apoio à aprovação da lei que cria mais municípios, votada nesta quarta-feira pelo Senado. 

Riva afirmou que na oportunidade esteve com o senador Jayme Campos, com o pré-candidato a governador Luiz Antônio Pagot (PTB), com o senador em exercício Cidinho Santos (PR)e com o deputado federal Carlos Bezerra (PMDB), mas segundo Riva a conversa não tratou dessa possibilidade e de sua parte continua insistindo para que o senador Blairo Maggi (PR) volte para o governo.

“Sequer nos tocamos no nome do rui prado em Brasília. Não houve essa discussão. Essa discussão da candidatura do Jayme ainda não chegou ao grupo. A única pretensão da conversa que nós tivemos é no sentido de uma candidatura ainda do Blairo. Nós temos insistido nisso. Ela não ocorrendo, o PSD está preparado até para um projeto próprio com nosso candidato”, declarou.

Especulações à parte o líder do PSD em Mato Grosso não escondeu a possível candidatura de Jayme ao governo teria sido discutida entre os políticos e não economizou elogios ao líder do Democratas.

“Falamos da candidatura do Jayme é lógico. O Jayme é um potencial candidato e o dia que ele se posicionar candidato nós vamos debater esse assunto. Eu acho que é uma pessoa que nós temos até possibilidade de discutir e de apoiar e ele mesmo disse isso: “Eu posso apoiar e ser apoiado”. É um político experiente, de credibilidade tem a confiança do empresariado. Esse estado é um estado que tem que ter um governador que seja agregador, porque nós precisamos acima de tudo de uma pessoa que inspira confiança. Ainda é um estado que precisa buscar investimentos, então esse debate ainda vai muito longe, ele mal começou”, ressaltou.

Outro fato que Riva deixou claro, aliás que nunca escondeu, foi a intensão de tentar ‘conquistar’ o PTB de Pagot para compor junto ao grupo partidário que hoje busca a sucessão do governador Silval Barbosa (PMDB) e a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). 

“O PTB lógico que nós temos interesse. Quem não quer o PTB em um projeto como esse, tendo a frente uma pessoa como o Pagot, que é uma pessoa que ajudou muito esse estado e pode ser muito útil a esse estado?”, indagou.


Chapa majoritária

José Riva afiançou que o Partido Social Democrático continuará trabalhando na consolidação da candidatura majoritária nas eleições de outubro. O principal nome é o vice-governador Chico Daltro, pré-candidato ao Palácio Paiaguás pela base aliada. Ele lembrou que em função da ‘musculatura’ adquirida desde a sua fundação, com a eleição de prefeitos e vereadores, o partido vai trabalhar para ter candidato a governador, vice ou senador, na base aliada – PMDB, PSD, PT, PR, PCdoB, PROS, PP, PRB, PSL, PSC e PEN. 

“O PSD vai brigar para estar na majoritária, tem tamanho para isso, é o maior partido do Estado, tem mais prefeitos, vereadores, militância na base, deputados estaduais e federais, participação política importante e não vai ficar de fora. Temos o nome do vice-governador, que é pré-candidato do grupo, e que teve atuação destacada à frente da Secretaria de Cidades”, completou Riva.

Em nível nacional, o PSD volta a discutir nos próximos dias, como será o posicionamento do partido com relação aos estados. Riva entende que a tendência é que os diretórios estaduais sejam liberados para promover as alianças

 

 

Ronaldo Pacheco

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