12/06/2015 - Riva denuncia que secretário de Taques agiu no TJ para mantê-lo preso; veja vídeo

Durante depoimento a juíza da 7ª Vara Criminal Selma Rosane Arruda na terça-feira (9), o ex-deputado estadual José Riva (PSD) declarou que um promotor de Justiça que ocupa cargo no governo do Estado atuou diretamente junto ao Tribunal de Justiça para dificultar o andamento de um recurso protocolado pela sua defesa para colocá-lo em liberdade. Embora não tenha citado ninguém nominalmente, Riva lançou suspeitas sobre o secretário de segurança pública, Mauro Zaque, promotor de Justiça licenciado.

 

Outro membro do Ministério Público que ocupa cargo no governo do Estado é a promotora de Justiça, Ana Luiza Peterlini, atual secretária de Estado de Meio Ambiente. “Quando meu recurso chegou ao Tribunal de Justiça, houve o trabalho intenso de um promotor que ocupa cargo no governo que foi lá trabalhar para o recurso não andar”, contou. 

 

Riva ainda afirmou em juízo que sabia antecipadamente de sua prisão por conta de uma fonte do próprio Ministério Público. “Dia 20 trouxeram a prisão para a senhora [ juíza Selma Rosane], no dia 20 mesmo sabia que a senhoria daria a minha prisão. Deixei tudo para trás e vim embora para ser preso. Não espere que eu vá correr de uma prisão", afirmou. A prisão de Riva ocorreu no dia 21 de fevereiro, dia do aniversário de sua neta.

 

Apesar de ter a plena consciência de que seria detido, o ex-parlamentar assegura que manteve a festa de aniversário pois estaria reservada somente aos familiares. “O aniversário da minha festa era só família”, disse minutos após ser questionado pelo promotor de Justiça Marco Aurélio, coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). 

 

O promotor ainda tentou tirar de Riva quem seria a pessoa que vazou que ele seria preso. No entanto, Riva manteve no anonimato da fonte.

 

GASTOS MILIONÁRIOS

A juíza Selma Rosane Arruda questionou Riva a respeito de gastos milionários com materiais de escritório, informática e higiene. Em 2008, foram gastos R$ 45 milhões. No ano seguinte, saltou para R$ 49 milhões. 

 

Neste mesmo ano, de 1º de janeiro a 1º de junho deste ano, houve gasto de somente R$ 1,5 milhão. 

 

Riva informou que diferente de sua época houve muitas alterações na Assembleia Legislativa. “Minha filha informou que não tem papel, não tem tonner, não tem condição de trabalho”, comentou, ao explicar que os deputados assinavam relatórios dizendo que recebiam os materiais.

 

 

 

 
Da Redação

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