12/06/2016 - Bispo dos sem terra

12/06/2016 - Bispo dos sem terra

Pedro Casaldáliga é um daqueles homens admirados por muitos e odiados por outros tantos. Este catalão, hoje com 88 anos, foi enviado para o Brasil, para a floresta amazónica, fundar uma missão claretiana em 1968.

Acabou por ser nomeado por Paulo VI bispo de São Félix do Araguaia, em Mato Grosso. Defensor de uma "democracia participativa", submeteu a escolha do Papa a uma assembleia local constituída por religiosos e leigos.

E só após a anuência desta aceitou a nomeação. Na sua ordenação episcopal, a 23 de outubro de 1971, em vez da mitra própria dos bispos usou um chapéu de palha dos agricultores.

Para báculo escolheu um bastão de madeira, típico dos indígenas tapirapé do Mato Grosso.

Preferiu um anel usado pelos escravos, feito de uma semente de tucum, uma palmeira da Amazónia, a um de ouro ou prata.

E, tal como o atual Papa, não habitou no palácio episcopal.

Defensor dos sem terra e dos mais pobres, depressa arranjou inimizades entre os latifundiários e junto da ditadura militar.

Recebeu inúmeras ameaças de morte, mas nada o demoveu de continuar a defender os oprimidos.

Fê-lo também através de inúmeros poemas que foi publicando ao longo dos anos.

Pelas causas em que se empenhou, foi logo classificado como de esquerda e como revolucionário.

Esta semana foi apresentada em Madrid uma obra que reúne uma seleção dos seus textos, nas suas três línguas: português, castelhano e catalão.

Nessa circunstância, disse-se que ele não era "nem de direita nem de esquerda", mas "um homem intrépido", para quem "se há algo irrenegociável é o Evangelho".

Há dias, em Lisboa, o P. António Spadaro, questionado sobre se o Papa Francisco era revolucionário, respondeu: "Revolucionário é o Evangelho."

Homens como Casaldáliga ou o Papa Francisco não são revolucionários. São fiéis aos valores do Evangelho de Jesus Cristo. E não se vergam a nada, nem a ninguém.

 

 

 

Padre Fernando Calado Rodrigues - Diário da Manhã - Portugal

Comentários

Data: 14/06/2016

De: Luis Gonzaga Domingues

Assunto: luisodomingues@hotmail.com

Cara! Eu afirmei no texto que foi o Sr. Fernando Henrique Cardoso do PSDB e Ministro do Suplemo Federal Joaquim Barbosa que tomaram ais decisões sobre a retomada das terras em nome do Estado Brasileiro. Também o atual governo Pedro Taques se posicionou a favor da decisão tomada pelo STF. Em 1992 , o governo do Mato Grosso se omitiu, pois era favorável a invasão dos latifundiários na região. No início do processo quem ocupou a área foram grandes proprietários e os pobres vieram depois sem nenhum conhecimento sobre a ilegalidade da invasão das terras. D. Pedro não pode passar por cima da lei e como falei inicialmente os fazendeiros é que apossaram-se das terras.

Data: 14/06/2016

De: cidadao

Assunto: Posto da mata

realmente o sr luis Gonzaga tem razão, muitos dos posseiros não tem apoio para estudar e se qualificar pois os poderosos não permitem que os menos favorecidos estudem e obtenham conhecimentos sobre assuntos desse nível, mas esta claro e evidente que com apenas uma palavra do bispo casaldaliga e nenhum posseiro seria despejado, ou melhor escorraçado por policiais com aparatos de guerra, crianças e mulheres aos prantos e uma promessa dos poderosos de assentar todos os produtores o que nunca aconteceu e tudo acontecendo nas barbas do bispo que se fez de surdo e mudo, não mostrou o mínimo de sentimento pelas pobres crianças sendo tocadas com rajadas de armas.

Data: 13/06/2016

De: Luis Gonzaga Domingues

Assunto: luisodomingues@hotmail.com

Quanta falta de informação desse tal de posseiro. Aliás, o mesmo não teve nem coragem de escrever o nome. Deveria estudar para não falar besteira. As terras do posto da mata são propriedade do governo federal, pois os índios não possuem terras. O Governo que assinou a homologação das terras que foram devolvidas pelo grupo italiano foi o Sr. Fernando Henrique Cardoso e ministro do STF Joaqui Barbosa.
Em 1992, eu morava em São Félix do Araguaia quando os fazendeiro resolveram fazer um abaixo assinado para ficar com as terras do governo federal. Eles buscaram trazer pessoas pobres de várias regiões para justificarem a ocupação da área, enganando com isso a população. Alguns políticos como Filemon e outros juntamente com pessoas da Justiça como o Desembarcador Manuel participaram da ocupação. Eu não assinei o documento.

Data: 13/06/2016

De: Posto da Mata

Assunto: posseiro

esse senhor que acabou com o posto da mata. colocando inúmeras famílias na miséria e na fome tenho repudio a mentirosos. ele nunca defendeu os sem terras, nunca defendeu pobre.

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