12/08/2011 – 08h:15 Júlio Uemura é preso escondido dentro de armário

A Polícia Militar precisou de mais de meia hora para prender o empresário do ramo de hortifrúti Júlio Uemura na tarde desta quinta-feira (11), na sede da empresa, no Bairro Porto. Ao entrar no local, a PM conheceu a estrutura montada pelo empresário para escapar de uma possível nova prisão. Uemura foi encontrado escondido em um armário.

Mais duas pessoas acabaram presas por desacato a autoridade, resistência e desobediência, por atrapalharem o serviço policial na tentativa de ajudar na fuga de Uemura. Maria Aparecida Tavares dos Santos (secretária) e Léo Martins Haskel (chefe da segurança) atuaram, segundo o Gaeco (Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado), como ‘leões de chácara’ do empresário.

De acordo com o coordenado do Gaeco, Paulo Prado, ao saber da entrada da polícia, Uemura passou por várias portas, as quais trancava e jogava a chave fora. A polícia teve de arrombar cada passagem até chegar ao armário em que o chefe da organização se escondia.

Esta é a segunda vez que o empresário vai para a cadeia. Na primeira, a operação Gafanhoto revelou que o empresário comandava um esquema de golpe a fornecedores de hortifrutigranjeiros. Esta segunda prisão é um desdobramento da primeira e foi pedida pelo Ministério Público do Espírito Santo, onde o golpe teria lesado vítimas na ordem de R$ 2 milhões.

Uemura deverá passar esta noite na sede da Polinter, mas será transferido amanhã para Venda Nova do Imigrante, na região serrana do Espírito Santo.

O esquema foi descoberto pela polícia em março de 2009 e ao todo, 23 pessoas foram denunciadas. Policiais civis e advogados constam na lista de denunciados na Operação “Gafanhoto”. O processo está em posse do Tribunal de Justiça, que deverá optar por dividi-lo ou não, uma vez que um dos apontados como envolvidos, o deputado estadual Walter Rabelo (PP), tem foro privilegiado.

 

Da Redação - Lucas Bólico e Priscilla Vilela

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