12/08/2016 - Crianças e bebês em cena de sexo chocam

12/08/2016 - Crianças e bebês em cena de sexo chocam

Dois homens, sendo um de Cuiabá e outro de Sinop, em Mato Grosso, foram alvo de mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (11), porque, de acordo com o que apurou a Polícia Federal, pelo menos desde janeiro de 2015, baixaram, arquivaram e compartilharam fotos e vídeos pornográficos de crianças e bebês em cenas de relações sexuais ou poses eróticas e inclusive sendo violentados.

A Operação Láquesis, da Polícia Federal, foi desencadeada nesta manhã e cumpriu 35 mandados de busca e apreensão e acabou resultando em 15 prisões em flagrante.

As imagens apreendidas, de acordo com a PF, são tão chocantes que até mesmo os policiais federais estão impressionados.

O delegado federal Stênio Santos Souza, que comanda estas investigações, disse em entrevista coletiva à imprensa sobre o assunto, no final da manhã em Brasília, que “são cenas gravíssimas que a gente não gosta nem de imaginar, quanto menos olhar e tem gente que está guardando, produzindo e divulgando pela internet”.

A PF afirma que os presos e alvos dos mandados de busca e apreensão são integrantes de uma rede, que utiliza de alta tecnologia para se comunicar pela internet, em grupos fechados. Que possui aplicativos de compartilhamento do material pornográfico. Que não parece ter preocupação com punição.

“Chega uma hora que essas práticas se tornam cotidiano, aí começam a buscar imagens mais a fundo, após já terem visto todas as disponívels, e em geral vão buscar esses fóruns e grupos e nesses fóruns eles pedem para produzir material”, detalhou o delegado na coletiva.

Na manhã desta quinta, um servidor da Câmara Federal em Brasília foi preso em flagrante com mais de 300 HDs e um rapaz engoliu o pen drive ao ser abordado pela PF. Os dois casos aconteceram em Brasília.

A Operação Láquesis tem como parâmetro o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que proíbe: “Adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente”.

O delegado Stênio Souza, no entanto, afirma que muitas pessoas cometem este crime. “Nosso objetivo e que parem de fazer isso, que saibam que vai ter conseqüências penais”, ressalta.

A pena para o crime de compartilhamento de material infantil pornográfico é de 2 anos e somando todos os crimes que podem ser imputados a esta rede alvo da Láquisis as penas podem chegar a 20 anos.

Cerca de 150 policiais federais foram acionados para a operação. Os policiais apreenderam notebooks, celulares, smartphones, pen drives, tablets, HDs externos, cartões de memória, entre outros.

O FBI e a Interpol estão no caso.

As investigações devem seguir para identificar quem são as crianças expostas, se são brasileiras ou de outros países, e se tem comércio das imagens.

A PF reclamou da demora na expedição dos mandados alegando que, quando mais o tempo passa, há risco dos suspeitos apagarem pistas.

Neste caso, o Judiciário, segundo a PF, demorou um ano para autorizar a Láquesis. Para o delegado Stênio, se tivesse sido ágil haveria pelo menos de 30 a 33 presos.

No final do dia, a PF informou que em Sinop o mandado não foi cumprido porque o alvo mudou de endereço e em Cuiabá não houve apreensão de itens.

 

 

Keka Werneck, repórter do GD

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