12/09/2013 - Desconfiada de ‘vingança pessoal’, Luciane Bezerra ameaça retirar assinatura de CPI das Empreiteiras na Assembleia

Enquanto aguarda uma posição da bancada do PSD, a segunda maior da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a CPI das Empreiteiras corre o risco de naufragar antes de receber o número mínimo de assinaturas ou de passar pelo crivo do plenário. A deputada estadual Luciane Bezerra (PSB) já avisou que não aceita participar de “vingança pessoal nem de picuinhas”, e afirma que uma Comissão Parlamentar de Inquérito é séria demais para envolver esse tipo de sentimento mesquinho.

“Não compactuo com picuinhas políticas e, se essa CPI tiver cunho pessoal, eu retiro a minha assinatura”, argumenta Luciane, uma das mais ácidas críticas do governador Silval Barbosa (PMDB), nos últimos anos.

O requerimento de CPI possui sete assinaturas colhidas pelo deputado Dilmar Dal’Bosco (DEM). Pela solicitação original, a comissão tem finalidade de investigar supostas ilegalidades na política de licitações do governo com as empreiteiras que prestam serviços para o Estado, principalmente quanto à Trimec, pertencente ao empresário Wanderley Torres.

Luciane Bezerra observa que pode existir “armação política” contra prefeito Mauro Mendes (PSB), da Capital, seu colega de partido e um dos principais incentivadores de sua candidatura, em 2010.

“Confesso que não vi nenhuma denúncia anônima. Foi até publicado [na imprensa] que cada deputado recebeu um envelope com essas denúncias, mas eu não vi nenhum documento. Mas, se for perseguição, eu não vou servir de instrumento para manobra política”, justifica a parlamentar socialista, que se vê pressionada pela bancada de oposição a manter sua assinatura.

Desta forma, Bezerra está investigando por conta própria “o verdadeiro objetivo da CPI das Empreiteiras”. Ele revela que assinou “por entender que tudo deve ser investigado, sim. E para colaborar com meus companheiros de bloco”, emenda Luciane Bezerra.

A dúvida dela não está na lisura de Mauro Mendes, que enfrenta a CPI dos Maquinário na Câmara de Cuiabá. E que iria investigar supostas irregularidades na contratação da Trimec, no aluguel de máquinas pesadas pela municipalidade.

Luciane também defendeu Mauro Mendes quanto à locação de máquinas da Trimec, ao apontar que o Ministério Público já se posicionou pela legalidade da contratação. “E, mesmo assim, querer tirar ganho político com isso, uma coisa que já foi arquivada, é pura demagogia”, completa a deputada do PSB.

 

Da Editoria de Política - Ronaldo Pacheco

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