12/09/2014 - TRE aciona Polícia Federal para investigar autoria de vídeo

A desembargadora Maria Helena Póvoas, corregedora do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, requereu à Polícia Federal, na tarde desta quinta-feira (11), que investigue a autoria de um vídeo com ataques contra a honra da juíza de Direito Ana Cristina Mendes. 

O vídeo, postado na rede social WhatsApp, acusa o marido da juíza, o tenente-coronel Alexandre Correa Mendes, de ter sido beneficiado por uma promoção, dada pelo governador Silval Barbosa (PMDB), a pedido do deputado estadual José Riva (PSD).

O vídeo apócrifo também acusa o tenente de fazer segurança particular de Riva, que concorre ao Governo do Estado. 

Além disso, o material acusa a juíza de parcialidade e suspeição em seus julgamentos no TRE-MT, pois ela seria amiga de Janete Riva e da família. A filha da magistrada também teria sido, conforme o vídeo, beneficiada com um cargo na Assembleia Legislativa.

"Ataque infame"

“É um ataque covarde e infame. Mas, ainda nesta semana, teremos uma posição da Polícia Federal sobre quem produziu e postou esse vídeo nas redes sociais”, afirmou a desembargadora.

“Já tenho as minhas convicções sobre quem estaria por trás do ataque. Agora, vai ser bom ver as mãozinhas de quem jogou a pedra, tenha a pessoa as unhas pintadas ou não”, disse Maria Helena Póvoas, sugerindo que a PF possa vir a apontar uma mulher como autora do crime.

A desembargadora defendeu a juíza Ana Cristina Mendes, a quem classificou de “profissional reta, acima de qualquer suspeita”.

Ela sempre manteve uma postura isenta, imparcial, transparente e digna. Não há nada que a macule como cidadã e magistrada. Aliás, os juízes foram escolhidos a dedo para essas eleições. Se a intenção dos ataques foi tentar afastá-la do TRE-MT, o tiro saiu pela culatra”, afirmou.

Maria da Penha

Póvoas destacou o trabalho de Ana Cristina a favor da Lei Maria da Penha. "Ela é defensora intransigente da lei e referência no país, ministrando palestras em vários Estados. Repito: estão tentando macular uma mulher íntegra", disse.

A corregedora do TER-MT afirmou que também solicitou à Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso que investigue o caso.

 

"Os responsáveis por esse ato covarde sentirão os rigores da Lei. Não se pode admitir que um ato torpe como esse fique impune", afirmou.

 

 

Da Redação

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