13/02/2012 - "Aperto de cinto" do Governo de MT atinge emendas parlamentares e deixa deputados estaduais insatisfeitos

Uma reunião entre o chefe do Executivo Estadual,governador Silval Barbosa (PMDB), e os 24 deputados estaduais deve ocorrer na próxima semana para uma discussão  acerca da liberação de emendas parlamentares.

De um lado, o governo tenta equilibrar as finanças do Estado, de outro os deputados se dizem engessados sem poder proporcionar benfeitorias às suas bases eleitorais. No ano passado, o governo havia prometido liberar os valores correspondentes às emendas indicadas pelos parlamentares, mas até agora não cumpriu a promessa.

Até mesmo deputados de partidos da base aliada do governo não escondem seu descontentaments com a situação. Mauro Savi (PR) chegou a afirmar que 2011 foi o pior ano político de sua vida. 

Para conseguir cumprir os compromissos financeiros o governo estadual terá que promover uma economia no setor público de, no mínimo, 5%. A medida será necessária porque o orçamento do Estado para 2012, da ordem de R$ 13 bilhões, está superestimado em pelo menos R$ 500 milhões. 

Preocupada com a situação, a deputada Luciane Bezerra (PSB) anuncia que vai cobrar explicações detalhadas do governador e a elaboração de um plano de governo. Segundo ela, a preocupação dos parlamentares é com a situação financeira do governo, que diz que está endividado. 

“Quero saber onde está o déficit? Especificamente, em quais secretarias? O que vamos fazer em 2012? Como o Estado vai quitar as dívidas referentes aos repasses para a Saúde dos municípios? Precisamos saber o que o governo pretende fazer para informar a população das regiões que representamos”, questionou Luciane.

Desde o início do ano, o chefe do executivo tem tentado traçar um plano para que o governo ‘caiba dentro do seu próprio orçamento’ e não gaste mais do que arrecada. O ‘aperto do cinto’ decidido pelo governo, com cortes em despesas nas áreas meio e finalística, ocorre em várias frentes, passando por despesas da máquina pública, cortes de cargos comissionados e chega até aos municípios, via reavaliação do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab). Os gastos com as emendas parlamentares também devem sofrer contingenciamento.

 

Da Redação - Laura Petraglia

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