13/03/2012 - Polícia descobre plano para resgatar policial criminoso do presídio militar

 

A cúpula da Segurança Publica em Mato Grosso abortou uma das mais audaciosas tentativas de resgate, orquestrada para libertar o  policial militar Jone Antonio Ferreira, o Jone, 28 anos,  acusado de  ser um dos lideres de uma quadrilha que assaltava malotes com dinheiro na cidade de Cáceres, no Oeste do Estado. O policial se encontra recolhido no Presídio Militar de Santo Antônio do Leverger, o "Cadeião", a 28 quilômetros de Cuiabá. Além dele, outro policial militar Paulo Cezar Barbosa, o “Barbosa”, também está  no cárcere militar pelo mesmo motivo.

Os dois foram condenados a 10 anos de reclusão com recomendação ordenada pelo juiz Carlos Roberto Campos, da 3ª Vara Criminal de Cáceres de perda da farda.

De acordo com  o Serviço Reservado da Policia Militar, o soldado seria resgatado por um grupo armado capaz de render a guarda externa, e levado ao território boliviano. Com a descoberta do plano, o policial de “farda suja” acabou sendo levado para outro presídio – não revelado por motivos de segurança.

Tão logo foram presos,  no mês de março do ano passado,  familiares de Barbosa e de Ferreira, recorreram ao Comando da Policia Militar em Cáceres, solicitando dos comandantes militares,  coronel Cilson Oliveira e do major Adalberto Gonçalves, que mantivessem os dois no município, pedido que foi negado. A época já se cogitava uma possível fuga da dupla.

Além disso, a convivência deles ainda que presos não seria recomendada  pelo fato de terem sido presos por um membro da corporação.

A ação desses dois militares começou a ser desarticulada em 20 de março do ano passado, quando tentaram roubar um malote com cerca de R$ 78 mil em dinheiro, pertencente ao empresário Paulo Dias, dono de uma rede postos de gasolina em Cáceres. O empresário reagiu ao assalto, foi baleado no tórax, e seu gerente Antonio Costa Leite, conseguiu desarmar um dos bandidos.

O fato ocorreu por volta do meio dia na área central de Cáceres, entre os bancos Bradesco e Caixa Econômica Federal. Populares, com auxilio de um policial militar, conseguiram prender um dos comparsas do bando. Ele acabou delatando os demais, apontando em depoimento a policia e a Justiça que Jone Ferreira e Barbosa, eram chefes da organização. E mais: esse mesmo delator confessou outros crimes como o assalto a Real Distribuidora de Bebidas, que teria rendido ao grupo R$ 80 mil, naquele mesmo ano.

No decorrer das investigações a Policia Civil apurou que o bando monitorava a rotina das vitimas, que eram escolhidas pelos dois chefes.

Uma das vitimas o empresário Paulo Dias, ficou 7 meses internado em Cuiabá  ao ser alvejado com três tiros, ao reagir ao assalto. Já recuperado, ele  evita comentar o assunto,  mas resumiu o fato em tom de alivio dizendo tem duas datas de aniversário: “Uma profunda gratidão com meu funcionário e com as autoridades policiais que agiram rapidamente, como eu outras pessoas poderiam ser vitimas dessa quadrilha, cujos lideres usavam a farda para praticar crimes brutais” - observou.

 

João Arruda/ de Cáceres

Comentários

Data: 13/03/2012

De: maria de fátima

Assunto: em quem vamos acreditar no pai lá de cima

meu deus em quem vamos acreditar? só no pai lá de cima porque os próprios policiais são os maiores mentores de crimes,assaltos,mortes,roubos,propinas...
politícos fiscalizem esse povo ganham tão bem não precisam chegar este ponto tão crucial...

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