13/04/2015 - Cabeleireiro e mais 2 são condenados por compra de ecstasy

O juiz Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, da 13ª Vara Criminal de Cuiabá, condenou o cabeleireiro Elielson Gonçalves Vieira, Juracy Campos Júnior e Renato Braz de Araújo à prisão e multa pelo crime de compra de tóxico.

Os três foram presos em flagrante pela Polícia Federal, na Capital, em 7 de dezembro de 2012, após receberem um envelope, via Sedex, com 239 comprimidos de ecstasy.

Elielson ficou 
7 meses e sete dias preso, no Centro de Ressocialização de Cuiabá (antigo Carumbé), e foi colocado em liberdade em julho do ano passado. 

Júnior e Araújo ficaram presos na Penitenciária Central do Estado, no bairro Pascoal Ramos, na Capital.  

A pena do cabeleireiro, estipulada pelo juiz, foi de 6 anos, 3 meses e 25 dias de reclusão, em regime fechado, além de 630 dias-multa. Ele poderá, no entanto, aguardar em liberdade o processo e o julgamento de provável recurso.

Os três foram condenados com base na Lei do Tóxico, nos artigos 33 e 40.


Renato Braz de Araújo foi condenado ao mesmo período que Elielson, também em regime fechado, com base nos mesmos artigos. 

Já Juracy Campos Júnior foi condenado a 5 anos e 10 meses de reclusão, em regime semiaberto, e  580 dias-multa. Ele também poderá aguardar em liberdade o processo e o julgamento do recurso.

Na decisão, o juiz 
Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto ainda determinou a incineração dos 239 comprimidos de ecstasy.

Os três réus foram condenados ao pagamento das custas e demais despesas processuais, "já que não demonstrada suas hipossuficiências financeiras, ademais, foram defendidos por advogado particular".
 
O flagrante da PF
O auto de prisão, em 2012, foi assinado pelo agente da Polícia Federal Paulo Savério Brandão de Sá. 

No documento, ele afirmou que, por volta das 11 horas do dia 7 de dezenbro de 2012, a PF recebeu informação, do Centro de Redistribuição dos Correios de Várzea Grande, de que havia uma encomenda com as características da droga sintética.

O envelope estava endereçado para a Avenida Hélio Ribeiro. A partir daí, agentes da PF entraram em contato com o carteiro responsável pela entrega e o acompanharam.

Por volta das 13 horas, a entrega foi feita, mas o cabeleireiro não estava no local.

Em seguida, os agentes montaram campana próxima à guarita do edifício. 
Por volta das 17 horas, Renato e Juracy chegaram ao local e perguntaram sobre a encomenda. O porteiro disse que a entregaria somente ao destinatário.

Os dois disseram, então, que o próprio cabeleireiro pegaria o envelope, à noite. Eles estavam em um veículo Sonata, de cor prata.

Por volta das 20 horas, o cabeleireiro e Renato chegaram no mesmo veículo, de propriedade do primeiro. Juracy estava do lado de fora do prédio, mas entrou no carro antes de entrarem na garagem.

Na sequência, os agentes da Polícia Federal se posicionaram no saguão do edifício. O cabeleireiro desceu até a portaria, sozinho, assinou um recibo dos Correios e retirou a encomenda.

Ao ser abordado pela PF, o cabeleireiro foi questionado sobre o conteúdo da encomenda, que, em seguida, foi aberta, confirmando-se tratar de substância parecida com ecstasy.

Os agentes, então, subiram até o apartamento com o cabeleireiro e abordaram os outros dois. 

Em seguida, todos foram levados à sede da Polícia Federal. Segundo o agente Paulo de Sá, não foi necessária a utilização de algemas.  

O carregamento de ecstasy seria vendido numa festa rave, em Chapada dos Guimarães (67 km ao Norte da Capital), segundo a Polícia Federal.
 
 
 
Da Redação

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