13/06/2012 Licitação das linhas faz "lucro" passar de R$ 2 mi para R$ 13 mi

O processo licitatório da Ager está chegando na terceira fase das quatro previstas. No próximo dia 20, serão abertos os envelopes com as propostas de preços das empresas. Após esse período e analisados os possíveis recursos, que deve demorar em torno de 30 dias, a licitação vai para a última fase que tem o objetivo de avaliar os documentos para saber se as empresas têm condições de sustentar suas propostas. Em entrevista  o presidente da Ager, Aroldo de Luma Cavalcanti, apontou os ganhos que o Estado e o usuário vão ter com o término do processo.

   Segundo ele, a arrecadação vai passar de R$ 2 milhões para R$ 13 milhões, valor maior que o orçamento da Ager, de R$ 12 milhões ao ano. “A Ager vai conseguir se sustentar”, avalia. Só de ICMS, segundo ele, o Estado vai recolher R$ 4 milhões ao mês, ao passo que atualmente as empresas praticamente não recolhem o imposto. Aroldo também ressalta que a sociedade vai ser beneficiada com a redução do preço da tarifa, melhor qualidade do serviço e a agilidade nas viagens. Ele cita de exemplo que percursos percorridos atualmente em 5 horas, com 26 paradas, vão ser feitos em 3 horas.

   Ao todo, 9 empresas e 1 consórcio participam da licitação, sendo cinco de Mato Grosso e cinco de fora. As vencedoras vão poder usufruir das linhas por 20 anos, com valor de outorga que chega a R$ 10 bilhões. Até o final de julho, o embate, que vem desde 2007, será finalizado e adotada nova administração das linhas de ônibus. “O modelo que estava era falido”, avalia Aroldo.

   Depois desse período, o futuro do presidente, é incerto. Ele foi colocado no posto para para ser responsável pela licitação e a tendência é que seja substituído assim que for concluída. Aroldo garante não estar preocupado com o futuro, mas discretamente afirmou que é um “soldado” das decisões tomadas pelo governador Silval Barbosa (PMDB).

   Ele avalia que a agência vive momento de tranquilidade, depois das polêmicas causadas principalmente pelo deputado Emanuel Pinheiro (PR), que pediu a “cabeça” da ex-presidente Márcia Vandoni. “A pressão anterior era para criar dificuldade na licitação. Isso trouxe desgaste. Estamos falando de contratos de R$ 1 bilhão, mas agora a própria Assembleia aprovou a lei que seguimos”.

 

Valérya Próspero

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