13/06/2012 - Padre Alberto detona compra de votos e pede eleitor que pegue dinheiro

 

O padre Alberto Mendes Ferreira, pré-candidato a prefeito de Aragarças lançou em data recente uma campanha que pretende colocar um ponto final na compra de votos e afirma que “que todo político que compra voto é ladrão porque rouba a consciência de seus eleitores” e disse que vai incentivar as pessoas a pegar o dinheiro oferecido por esses políticos “e votarem em outros candidatos”.

Em um documento divulgado pela internet ele diz que não está incentivando a venda de votos. “Ao contrário, estou querendo o auxílio das lideranças religiosas, educacionais, legais, intelectuais, artísticas, empresariais, midiáticas e do povo para demonstrar, desarticular o esquema de compra de votos”.

Ele diz no citado documento que com essa estratégia está desarmando “a arapuca política dos coronéis e dos opressores”. Ele diz ainda que “o político desonesto rouba nos gabinetes, nas administrações e depois vem comprar o voto do cidadão necessitado. Daquele mesmo cidadão de quem ele lesou”.

Segundo padre Alberto, dessa forma “comprando os votos, o político desonesto se perpetua no poder, não dando chance nenhuma e nem oportunidade para surgirem lideranças honestas no seio da Sociedade. Continuando esse esquema de compras de votos, nenhum cidadão ou cidadã honesta têm possibilidades de se eleger e, assim, as coisas nunca mudarão”.

“Certamente que os políticos mal intencionados e os coronéis opressores irão combater e ficarem muito chateados com essa campanha porque vamos tirar a teta da boca deles” Essa campanha de combate à compra de votos padre Alberto lançou em sua emissora de rádio a FM Universitária. “Em toda campanha eleitoral tem político comprando votos e ninguém faz nada”, frisou e que dessa vez ele pretende contribuir discutindo o problema com a Sociedade.

O religioso disse que “a população precisa acordar para os políticos que gastam R$ 100 mil a R$ 300 mil para se elegerem vereadores e depois ficam subordinados aos prefeitos ou fazendo coisa errada para recuperar o dinheiro investido”. Alberto disse ainda que “ficou sabendo de políticos já com dinheiro separado para usar deste subterfúgio na campanha” (mas não citou nomes). “Não adianta falar para não pegar, porque alguns eleitores estão precisando, mas o certo é orientá-los para não votar nos compradores de voto e sim em outros candidatos”, acrescentou.

No final do documento o padre pede apoio do restante da mídia para divulgar a campanha. Ele pretende soltar inserções e debates sobre o voto consciente. Alberto é pré-candidato a prefeito pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) no município goiano com 19 mil habitantes, que ainda tem outras pré-candidaturas.

 

SEMANA7

Comentários

Data: 14/06/2012

De: eleitora

Assunto: padre?

Eu concordo com padre na igreja e não na prefeitura. Onde fica as promessas ao tornar-se sacerdote? Cada qual no seu lugar escolheu a profissão então honra ela. Aliás nem deve ser conciderada uma profissão pois servir a Deus é uma missão dedicar aos ensinamentos e pregá-los é muitíssimo sério. Política e Igreja não deve se misturar elegendo padre a prefeito, esse é meu modo de pensar, refletir, analisar e criticar. Lembrando que a igreja deve até orientar seus membros (irmãos em Cristo) sobre a política eleitoral mas o padre em minha opinião não deve ocupar cargos políticos, Pois jurou a Deus que seria um pregador de seus ensinamentos...

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