13/06/2015 - Para não gastar mais R$ 1 bi, Estado propõe operação do VLT para Consórcio

13/06/2015 - Para não gastar mais R$ 1 bi, Estado propõe operação do VLT para Consórcio

O Governo do Estado descartou nesta sexta-feira qualquer possibilidade de trocar o VLT (Veículo Leve sobre Trilho) pelo BRT (corredores exclusivos de ônibus) como modal de transporte coletivo em Cuiabá e Várzea Grande. A afirmação foi feita nesta sexta-feira pelo secretário de Cidades, Eduardo Chilleto, durante a avaliação das obras um ano após a Copa do Mundo.

 

De acordo com o secretário, o Governo do Estado e o Consórcio VLT Cuiabá estão em fase final de elaboração de um cronograma definitivo para as obras. “O Governo ficou responsável pelo cronograma de desapropriações, enquanto o consórcio fará o cronograma de execução final”, declarou o secretário, em entrevista ao Jornal do Meio Dia (TV Record).

 

Uma audiência na Justiça Federal, marcada para o dia 21 de junho, definirá a data de retomada e os prazos para a execução. Os estudos já realizados indicam que as obras serão realizadas em três etapas. 

 

A primeira delas compreende o trecho que liga o aeroporto Marechal Rondon a estação do Porto. A segunda ligará o Porto ao CPA e a última delas será do Morro da Luz a região do Coxipó. “Só vamos iniciar um trecho quando terminarmos outro. Não sairemos abrindo buracos pela cidade como foi feito anteriormente”, destacou.

 

Todavia, o secretário afirmou que, em alguns trechos, serão realizadas obras paliativas para desobstruir o trânsito. Ele citou, como exemplo, o fato da avenida do CPA, que pelo cronograma apresentados terá as obras de implantação do modal em meados de 2016. “Não podemos deixar a avenida do CPA como está até meados de 2016. Estes trabalhos ocorrerão de forma imediata”.

 

PPPs

Além da continuidade das obras, o governo já estuda as formas de gestão do modal. A possibilidade que vem ganhando força é a realização de uma Parceria Pública Privada com o consórcio executor da obra. 

 

Neste caso, o consórcio VLT Cuiabá investiria o restante que falta para as obras e ficaria responsável por administrar o modal por um período de até 30 anos. A previsão ainda é de que seja aplicada uma “tarifa social” para compensar os mais de R$ 1 bilhão que o Estado já aplicou.

 

A saída é bem avaliada pelo governo pois resolveria um dos maiores gargalos herdados pela atual gestão sem que diminuíssem a aplicação de recursos nos setores essenciais, como Saúde, Segurança e Educação. Ao todo, a obra do VLT deve custar R$ 2 bilhões.

 

 

Gilson Nasser 
Da Redação

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