13/06/2015 - Taques evita falar sobre rumo partidário

O governador Pedro Taques ainda protelará uma eventual saída do seu partido ou até mesmo sua permanência na sigla pedetista. O nível de conforto político partidário do chefe do Executivo de Mato Grosso se resume pelos últimos passos dado por ele na recepção de convites dos mais variados partidos, ávidos por ter seu nome como um dos principais filiados. 

 

Tanto é que ele confirmou o jantar com alta cúpula do PSDB, mas aproveitou para falar também que no dia seguinte tomou café com o PSB. “Estamos conversando e isto faz parte do mundo político e partidário”, se limitou a dizer Pedro Taques. 

 

Sem a mínima possibilidade de qualquer reação mais endurecida do seu próprio partido, o PDT, Pedro Taques tem sido instado por alguns líderes políticos como o governador Geraldo Alckmin a permanecer no PDT para construiu um real apoio da sigla em 2018 a uma candidatura tucana ou mesmo a migrar para o PSB, partido que se tornou importante na disputa das últimas eleições presidenciais. Mesmo já tendo sinalizado dificuldade em permanecer no PDT, Pedro Taques ouve alguns dos maiores líderes da sigla em Mato Grosso, como o prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, que é contrário à saída do governador das hostes pedetistas. 

 

Em conversas de ambos, Pivetta demonstrou a atual condição política de Pedro Taques que hoje seria maior até mesmo que o PDT em Mato Grosso, já que junto com o governador do Amapa, Waldez Gois, são os únicos chefes de governos estaduais. Fora isto, Pedro Taques tem maior penetração na bancada do PDT no Senado da República do que o próprio presidente do partido nacional, Carlos Luppi, ou mesmo o ministro dos Trabalhos, Manoel Dias que faz o elo do PDT com o PT em nível nacional, um dos principais problemas que afetam a relação de Taques com o PDT em nível nacional. 

 

Aos mais próximos, Pedro Taques demonstra ceticismo quanto ao PDT, pelo menos por enquanto, mas também questiona que no atual momento, o mais importante é centrar esforços nas questões administrativas e financeiras de Mato Grosso, do que ficar discutindo futuro partidário, já que a próxima eleição que lhe traria alguma necessidade seria em 2018 e não em 2016 quando haverá eleições municipais. “Questões partidárias serão decididas em seu tempo. Hoje me concentro nos problemas e na busca de soluções para atender a demanda de Mato Grosso”, frisa Pedro Taques, convicto de que as disputas internas no PDT do Estado cederam lugar para questões macro e de interesse nacional.

 

 

 

 
Diário de Cuiabá

 

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